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Sexta-Feira, 29 de Março 2007, 20:30 horas.

Assistência: 24853

Onze Vitoriano: Nilson, Rissut, Franco, Danilo, Sereno, Flávio Meireles, Otacilio, Desmarets, Tchomogo, Ghilas e Henrique.

Substituições: Tchomogo/ Anderson, Desmarets/Targino.

Crónica: Dois pontos perdidos.


Não há volta a dar. O Vitória perdeu ontem uma grande oportunidade de ultrapassar o Leixões na tabela classificativa. A jogar no seu terreno perante o seu público, pedia-se mais audácia atacante aos homens de Manuel Cajuda. O Vitória continua assim a três pontos do Leixões, tendo como tónico positivo o facto de estar em vantagem em caso de empate visto que venceu no estádio do Mar.

O jogo começou com uma entrega e raça elevadíssima de parte a parde. Talvez espicaçados com a forte presença de público nas bancadas, cenário ao qual não estão de todo habituados, os leixonenses demonstraram um sentido voluntarioso muito acentuado. O Vitória entrou dono e senhor do jogo com total controlo das operações, contudo não tinha a astúcia suficiente para se aproximar com perigo da baliza de Beto. Os forasteiros com missões fundamentalmente defensivas de quando em vez lá iam em contra-ataque á área Vitoriana causando alguns calafrios, mas apenas por uma vez testaram a atenção de Nilson. O jogo chegou ao intervalo sem grandes motivos de interesse e sem oportunidades claras de golo. Ambas as equipas tinham a lição bem estudada e encaixaram na perfeição não dando asas a grandes aventuras.

Ao intervalo Manuel Cajuda retirou Tchomogo que estava a fazer um jogo péssimo, em comparação com o que tem feito nos últimos encontros, e fez entrar Anderson Costa. O Vitória passava agora a jogar com dois pontas de lança. Era notório que o técnico Vitoriano ia arriscar mais na segunda parte. E foi o que aconteceu. A equipa Vitoriana soltou-se mais e começou a jogar mais perto da baliza adversária limitando-se o Leixões a defender e tentar o contra-ataque. Utilizaram a célebre táctica a que Mourinho apelidou de “autocarro”. Contudo e a exemplo do que sucedeu na primeira parte, o Vitória não arranjava soluções para chegar ao golo. A defensiva forasteira estava bem montada. Manuel Cajuda tentou dar mais irreverência e explosão ao ataque Vitoriano, e fez entrar na partida Tiago Targino por troca com Desmarets.

O assalto final...


Aos 67 minutos do encontro o jogo deu uma volta ainda maior. Jorge Duarte foi expulso, e bem, diga-se de passagem, e aí o Leixões que já estava desaparecido, desapareceu por completo. O Vitória carregou no acelerador e criou boas oportunidades de golo nesta fase do encontro. A maior perdida terá sido mesmo de Anderson Costa que correspondeu a um bom cruzamento de Rissut. O gesto técnico foi bom, a bola é que não levou a melhor direcção. Só mostra o quanto o avançado brasileiro anda desmotivado em Portugal e no Vitória. Também Ghilas teve duas ocasiões soberanas para marcar mas não conseguiu. Por duas vezes apareceu em posição privilegiada frente a frente com Beto mas não teve a serenidade necessária para desfeitiar o guardião leixonense. O massacre á baliza do Leixões continuou, com sucessivos cruzamentos para a área e jogadas a causar sufoco no último reduto dos forasteiros. E tudo terminou aos noventa minutos, porque os quatro que deveriam ser de compensação foram passados numa novela provocada pelo banco do Leixões para tudo terminar mais rapidamente. Enorme falta de fair-play.

Há que levantar a cabeça, nada está perdido, muito pelo contrário. Uma vitória era importante mas não fundamental. A fé continua, no próximo sábado marcaremos novamente presença, mas presença a sério e não ameaças, em Santa Maria da Feira. Porque nós acreditamos.

Momento do jogo: minutos 67, Jorge Duarte jogou feio. Já depois da bola ter passado o médio Leixonense esticou a perna única e simplesmente para travar Rissut. Cartolina amarela mais do que justa e consequente expulsão. A partir daqui o Leixões desapareceu do jogo.

Figura do jogo: Rissut, o lateral direito Vitoriano que veio no mercado de Inverno começa a justificar as credenciais de que vinha rotulado do Brasil. Típico lateral brasileiro, "um vagabundo", sem lugar fixo. Percorreu toda a ala, embora por vezes tivesse exagerado nas iniciativas individuais. No segundo tempo, na ausência de Tchomogo com quem habitualmente combina bem, tomou as rédeas da lateral direita sozinho e fez alguns rasgos perigosos pelo seu flanco. De todos em campo foi o que melhor desempenhou a sua função.

Declarações de Manuel Cajuda: "Quem viu esta equipa há dois meses e quem a vê agora. Tivemos o domínio total do jogo, as melhores oportunidades e praticámos o melhor futebol. Gostei de tudo menos do resultado. A luta vai ser até ao fim. Quero enaltecer o amor dos jogadores ao clube e revelar o quanto estou grato a este público que queria mais, mas nós também queríamos mais. A próxima época? Não espero estar na Liga de Honra, não gostaria de estar, mas faltam sete jogos… houve muita coisa positiva só o resultado não o foi".

Positivo:

+__ 24853 pessoas; mais um record nesta Liga de Honra. Grande ambiente no D. Afonso Henriques.

+__ Sétima jornada consecutiva sem sofrer golos. A defesa Vitoriana está intransponível.

+__ Coreografia da direcção do Vitória. Não teve os efeitos desejados até porque as forças de segurança não permitiram a entrada dos suportes das bandeiras sendo somente entregue os plásticos. Mesmo assim o resultado foi muito bonito ver todas aquelas bandeiras no Afonso Henriques.

+__ White Angels mostraram serviço. A claque Vitoriana preparou um grande tifo na bancada do rei. Seis mil balões, inúmeras bandeiras e um mar preto e branco. O seu sector registou uma grande presença humana e um grande apoio.

+__ Insane Guys também estiveram bem no embate frente aos Leixonenses. A sua coreografia tinha uma alfinetada aos “peixeiros”. Num pano com mais de 20 metros foi relembrado o passado conquistador das gentes da cidade-berço. Do seu sector foram lançadas centenas de rolos de papel higiénico. Lindo!!


Negativo:

-__ Resultado. Excelente oportunidade desperdiçada pelos Vitorianos para escalar mais um lugar na tabela classificativa.

-__ Nilson. O guarda-redes Vitoriano esteve condicionado neste jogo. Não bateu uma única bola para a frente, nem em pontapés de baliza nem em jogo corrido. Certamente estava tocado mas não é de todo aconselhável meter em campo um jogador que não esteja a 100%, ainda para mais num posto tão específico como é o de guarda-redes. E se fosse necessário um atraso?

-__ Fraca afluência Leixonense. O jogo era importante para o Leixões, mas os seus adeptos preferiram ver o jogo no sofá. A fraca mobilização em Portugal já não é novidade, salvo raras excepções, mas perante tanta letra e promessa de forte mobilização.. Enfim. Não seriam mais de 500.

-__ Carga policial ao intervalo. Infelizmente nos estádios continua a ser necessário as forças de segurança para manter a ordem entre os adeptos. Não habituados a um estádio moderno e civilizado, é normal que se sentissem como peixe(iros) fora de água mas era de todo evitável terem que andar a correr á frente da polícia. Para quê? Fazem asneira e depois fogem? Incompreensível.

-__ Henrique rasteirado. Quando já se jogava os minutos de compensação, Henrique foi rasteirado por um elemento do banco Leixonense. O dirigente José Manuel Teixeira acabou ali com o jogo. Se isto se tivesse passado com o outro banco, certamente teriamos mais um caso á Portugal.

Adeptos: É inevitável não falar deles. Estabeleceu-se na noite chuvosa de ontem, um novo record em Portugal. Pela primeira vez na história da Liga de Honra, agora denominada Liga Vitalis, um estádio suportou a força de mais de 24 mil adeptos. É algo que de facto faz corar qualquer clube dito de primeira, em Portugal. Sempre bastante activo, foi um ambiente fervilhante e infernal o que se viveu ontem no Afonso Henriques, ainda para mais com uma bancada repleta de mulheres vitorianas que não pararam de apoiar a equipa da cidade-berço. A coreografia inicial, com as intervenções da Direcção Vitoriana, dos Insane Guys e dos White Angels foi um momento para ficar recordado na mente de qualquer vitoriano tal foi a emoção vivida. SIMPLESMENTE ÚNICOS!


Uma pequena nota para os adeptos Leixonenses:
Depois de tanto "picarem" os adeptos vitorianos ao longo destas semanas, com ameaças, com frases do tipo "Vamos para mandar" e com uma prepotência indescritível, foi no mínimo ridículo, ver somente 500 (e a fazer contas por alto..) adeptos vindos de Matosinhos. A nível vocal não provaram nada, a coreografia (a tal que era "Mega") ainda estou à espera, no intervalo para acalmar o frio, fizeram um pouco de corrida (a Polícia de Choque também tinha frio e juntou-se a eles) e no final do jogo gostaram tanto do Estádio D. Afonso Henriques que, imagine-se, nem queriam sair. Uns putos pobres de espírito, apenas com insultos na boca, que mais não fizeram do que provar aquilo de que já todos tínhamos uma ideia. São um bluff!

Video:



Galeria:


Adeptos Vitorianos não se intimidaram com a chuva


As bancadas estiveram repletas


Momentos de sufoco e emoção aquando da Megacoreografia Vitoriana


Um verdadeiro Inferno Branco


Os Vitorianos responderão à chamada e mostraram o poderio vimaranense


Os jogadores vitorianos não acreditavam no que viam


..e o estádio todo gritava VITÓRIA!


As mulheres vitorianas não paravam de cantar


No campo, a bola já rolava, mas o destaque ía todo para as bancadas


Nilson só foi chamado à acção uma única vez no jogo todo


Um ambiente de outro Mundo


Foi um futebol francamente fraco o que se viu no Afonso


Ao intervalo, a claque visitante foi beber uma Coca-Cola com a Polícia de Choque
(onde é que eles se meteram?)


Rissut esteve em destaque


Adeptos Leixonenses celebraram efusivamente a conquista do ponto

Etiquetas:

Publicado por Bruno José Ferreira @ 3/31/2007 01:51:00 da tarde,

4 Vitorianos disseram que...

At 4:00 da tarde, março 31, 2007, Anonymous Anónimo disse...

E S P E C T A C U L A R

obrigado VGS pela mega reportagem.

Vimaranus

 
At 4:28 da tarde, março 31, 2007, Anonymous Anónimo disse...

Caros Vimaranenses e Vitorianos,Para quem como eu viajei desde o Porto para presenciar este jogo.......

só tenho isto a dizer, faltam-me palavras para adejetivar o espectáculo MEMORÁVEL que vi.

Nem no Dragão tenho visto tamanho entusiasmo e até AMOR pelo clube que se apoia. Parabéns, até eu dei por mim a bater palmas ao vosso Vitória durante o jogo.

Agradeço ao João o convite que me permitiu ver ao vivo este Clube e adeptos fantástico.

Quero voltar a Guimarães

Um Dragão.

 
At 1:44 da tarde, abril 01, 2007, Anonymous Anónimo disse...

llllllllllleeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiixxxxxxxxxxxxxxoooooooooooooeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesssssssssssss

 
At 10:51 da tarde, abril 01, 2007, Anonymous Anónimo disse...

No inicio do jogo pensei tratar-se de um jogo da champions, coreografias a toda a volta do Estádio, foi deslumbrante e absolutamente digno de um grande clube e milhares de adeptos Vitorianos.

Só não vi a tal mega coreografia do tal clubezito de bairro, também com meia dúzia de putos drogados, não seria de esperar nada.

Pena aquelas 4 oportunidades claras não terem alguém com jeitinho para empurrar a bolinha lá pra dentro, foi por pouco!

 

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