
O campeonato faz uma pausa. Compromissos das selecções vão permitir a Cajuda proceder a algumas alterações, se achar necessário, para que finalmente o Vitória consiga a primeira vitória na Liga. E digo finalmente, porque apesar de o início não ser comprometedor vamos agora para a 4ª jornada e o adeptos já desesperam pela conquista dos 3 pontos. Enquanto não é chegada a hora do jogo frente ao Nacional, o Vitória vai-se preparando com um amigável já amanhã frente a um clube que em tempos foi dos maiores em Espanha, o Deportivo da Corunha. É um teste interessante, certamente essencial para o treinador experimentar alterações tácticas, novos jogadores, onde no fundo o resultado é o que menos interessa. Mas devo acrescentar que também não deve interessar à direcção do Vitória que esteja muito público amanhã no estádio D. Afonso Henriques. Quando se colocam bilhetes a 7,5€ para sócios num jogo como este, no mínimo é intrigante. Eu compreendo que a tal proposta que no início da época foi chumbada, e que permitia um encaixe financeiro considerável para o clube tenha ficado...digamos “entalada” nas medidas desta nova direcção, e daí o que me está a parecer é que estão a tentar recuperar algum do esforço financeiro que daí advinha, para equilibrar as contas o máximo que puderem. Relembro que já o jogo de apresentação aos sócios foi vendido ao mesmo preço, do jogo que amanhã se intitula “Troféu Cidade de Guimarães Património Mundial”. Nome pomposo a ver se o preço até passa despercebido. Mas os adeptos do Vitória no que trata de assuntos do clube, nunca andam a dormir. Portanto, a ver vamos como amanhã estará composto o estádio para um jogo meramente amigável. Atenção que apesar de estar contra o preço praticado para o jogo de amanhã, aproveito para assinalar que a iniciativa é de louvar. Faz todo o sentido o clube através de um troféu poder elevar cada vez mais o nome da cidade de Guimarães. E esperemos que a partir do dia de amanhã possa até nascer uma nova tradição!
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 9/07/2007 05:11:00 p.m.,
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Na semana passada no texto que escrevo para este coluna, já tinha referido a linha de conduta pela qual Manuel Cajuda pretendia seguir com o Vitória na primeira divisão do futebol nacional. Na essência passava por apresentar uma equipa que lutasse sempre pelos 3 pontos. Lembro-me também de falar com um amigo Benfiquista, que iria estar presente no jogo da Luz, e que na altura me avisou que se o Vitória fizesse anti-jogo “me cobrava pelo texto escrito”. Na prática ele apenas quereria dizer ou pôr em causa as palavras do treinador, salientando se as mesmas seriam apenas para os jornais, adeptos e afins, ou se havia fundo de verdade. Vi o jogo na Luz, e tenho a dizer que o Vitória em momento algum terá praticado anti-jogo, e fico contente que esse mesmo amigo não tenha falado disso e até tenha elogiado o Vitória no seu blog vermelho. Não que isso fosse determinante para qualquer adepto perceber que o Vitória tenha apresentado por momentos bom futebol, mas serviria para contrariar uma ideia que “pairou” nos dias imediatamente a seguir ao jogo, que afinal o Vitória seria como os outros...os pequenos! Para quem ainda tenha dúvidas, anti-jogo foi o que se viu no ano passado quando o Vitória defrontava qualquer equipa da segunda divisão no estádio D. Afonso Henriques, onde certos momentos do jogo por parte da equipa adversária faria lembrar um qualquer jogo de amigos de bairro, ou quando por qualquer meio a equipa que defende (por norma terá de ser na defesa) apenas pretende que a “bola seja maltratada” e se possível colocada fora do rectângulo de jogo, o mais longe possível. Ajuda também que os jogadores dessa equipa estejam consecutivamente lesionados, mas que passíveis de poder beber umas cervejinhas, logo quando o jogo acabe, por exemplo e quem sabe na Praça da Oliveira! Ironias à parte, sinceramente o Vitória não se enquadra em nenhuma dessas situações e tanto na primeira como na segunda parte do jogo contra o Benfica proporcionou momentos de
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 8/30/2007 11:08:00 p.m.,
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E finalmente o Vitória estreou-se na principal liga do futebol nacional. Nunca devia ter saído de lá mas já faz isso parte do passado e o importante é criar estabilidade para que novos objectivos possam ser atingidos. Comecei por falar do passado porque depois de terminar a primeira jornada o tal empate caseiro contra o Vitória de Setúbal, daqueles jogos que não se podem perder pontos, já ouvi alguns comentários que a época poderia ser como a de...há 2 anos! Bem, se não tivesse ouvido e lido diria que era mentira. Podemos, eu incluo-me, estar contra algumas decisões desta nova direcção mas para já no que ao futebol se refere penso que os desejos do treinador Manuel Cajuda foram correspondidos. Dentro das limitações financeiras que o clube tem, inserindo-se numa política de construção de uma equipa estável, a direcção actual do Vitória efectuou um trabalho razoável. Só razoável porque os resultados dirão o resto. Não se conseguiu Jorginho, paciência, não vejo que o mundo vitoriano acabe por aí nem parece que seja a tal estrela que Luís Sobral falava num órgão de comunicação social. Estrelas ainda não as há, mas se tiver de haver que seja o grupo de trabalho. Grupo esse que se tem mantido muito unido, que realizou uma boa pré-época e acredito que tenha criado algumas ilusões. Já o tinha percebido na Trofa quando algum jogador falhava um passe havia tensão nos adeptos, o próprio jogo não foi bem conseguido, mas daí até querer muito mais, acho que não era e ainda não é relevante. O Vitória, e volto a frisar uma ideia que já tinha escrito no dia seguinte ao primeiro jogo, não venceu. Não pode perder pontos desta forma. Estes jogos são de vitória. Sempre. Acredito que tem uma boa equipa, não sei do que se será capaz de fazer, e tenho a certeza que ninguém nesta altura do ano poderá saber até onde o clube pode ir nesta liga.
O início de campeonato já se sabia complicado. Depois de um empate caseiro, duas deslocações sempre complicadas Benfica e Leixões. Já no próximo sábado, o Vitória desloca-se à Luz que bem recentemente foi palco da primeira “dança de treinadores”. Não sei se o clube de Lisboa vai entrar muito ou pouco moralizado, mas de uma coisa tenho a certeza Manuel Cajuda já afirmou que o Vitória é favorito por essa mesma razão. Assumiu a posição de querer conquistar os 3 pontos. Para uns será um discurso anedótico e se o Vitória perder logo se lembrarão disso para outros será a percepção do seu treinador, do líder, que uma equipa com a estrutura do Vitória tem de ter ambição de vitória. Sempre! Chega de discursos miserabilistas, chega de colocar “o autocarro à frente da baliza”. O Vitória assume uma linha de conduta e para o seu treinador essa linha vale sempre 3 pontos!
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Publicado por mike shinoda @ 8/23/2007 01:32:00 p.m.,
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Euforia vs Motivação
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/27/2007 05:33:00 p.m.,
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Terminado o estágio em Quiaios com uma vitória sobre a Académica, o Vitória no regresso ao trabalho diário em Guimarães, aceitou deslocar-se a Albufeira para defrontar o Sporting em jogo que seria televisionado. Para esse mesmo dia, estava agendado um encontro na Vila das Aves que serviria de apresentação do Desportivo local aos seus adeptos. O jogo no Algarve, dificilmente para esta altura poderia ter corrido melhor. O Vitória apresentou o futebol possível para esta altura da preparação da nova época e acabou por vencer o Sporting nas grandes penalidades, após um nulo na primeira parte. Se nos primeiros 45 minutos, a equipa deixou jogar os de Lisboa com mais à vontade, foi na segunda parte que o Vitória imprimiu ritmo ao jogo, entenda-se por ritmo a velocidade possível para início de pré-época, dominou a partida e esteve mais perto de marcar um golo. Digamos que feitas as contas ao que se passou durante os noventa minutos, foi o Vitória que passou neste teste. Teria um Satisfaz.
Falando agora sobre os novos reforços, e diga-se que essa foi talvez a parte mais interessante do jogo, perceber o que poderão valer os jogadores que chegaram ao Vitória, e rapidamente cheguei à conclusão que há um, em meu entender, que se destacou de todos os outros, falo de Luciano Amaral. O lateral esquerdo, tem técnica, boa visão de jogo, por diversas vezes estava de cabeça levantada para verificar as posições dos seus companheiros, há certamente ali a possibilidade de ter sido adquirido um óptimo jogador. Do lado oposto, fiquei desiludido com Mrdakovic, principalmente pelo facto de jogar muito de costas para a baliza. Ainda muito escondido, claramente desadaptado. Volto a relembrar que estas opiniões são apenas com base no jogo de ontem, e por isso, prematuras. Mas é assim a época do defeso. Depois gostei de ver Andrézinho como lateral direito e a sua predisposição para ajudar em todo o lado, e ainda do esforço que Alan tentou empregar ao jogo. É um jogador que nunca me convenceu no Porto, há certamente esperanças que faça muito pelo Vitória, e por isso tenho alguma reservas em relação a ele, até pela pressão que lhe pode ser criada. Felipe pouco se viu, Mário Martins entrou tarde. Deixei para o fim, dois jogadores que já se conheciam da época passada, Carlitos e Fajardo, que ontem mostraram que vão entrar na luta pela titularidade. Pelo pouco que ontem se viu, os dois não deverão ter dificuldade de adaptação ao clube, e certamente vão causar “dores de cabeça” agradáveis a Manuel Cajuda. A concorrência é sempre saudável num clube de futebol. Em relação aos jogadores que já se conhecem e transitam da época passada, destaco Nilson pela capacidade de comandar a equipa. É um timoneiro dentro do campo, e provavelmente até no balneário.
O Vitória dentro dos possíveis apresentou-se bem, mostrou que tem elementos capazes de construir uma equipa pelo menos para fazer um campeonato tranquilo. Os adeptos querem mais, mas sem dúvida que há que alinhar pela “bitola” de Manuel Cajuda, e para já vamos com calma. Os objectivos sabemo-los quais são, mas primeiro vamos trabalhar para que isso possa ser concretizado.
Pedro Varela
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/19/2007 06:24:00 p.m.,
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Tenho de confessar que esta altura do ano, estágios das equipas, contratações já quase todas efectuadas, adeptos de férias, tornam difícil escrever qualquer coisa sobre o que passa em torno do Vitória. O defeso é a época que menos gosto no futebol. Afinal de contas, não há golos! Ainda assim começo por destacar a promoção que a direcção do clube tem feito para que o Vitória possa crescer cada vez mais. Tive a oportunidade de ler o “Vitória”, o jornal que tinha acabado e que foi “ressuscitado”, VII série é o Nº 52 o primeiro da nova era, promessa do Presidente já cumprida. A que se pode “somar” a da televisão gmrtv, via protocolo, que permite sem sombras para dúvidas tornar cada vez mais este clube como o 4º grande e aproximar-se dos eternos três! Ainda agora acabo de ver que o número de associados já vai quase nos 25.500 e já tinham renovado cadeira para a nova época qualquer coisa como 11.387 sócios! O número que para muitos pode dizer...pouco, mas dou-vos uma base de comparação, nesta mesma fase, o Sporting tinha já renovado perto de 16.000. O Vitória segue no bom caminho.
Nesta altura que escrevo, já sabemos que o Vitória recebe na primeira jornada do campeonato o Vitória de Setúbal. O “Regresso do Rei” começa em casa. Fiquei contente, não sei explicar bem porquê, acho que seria importante para um bom início de época começar por jogar em casa. Uma espécie de prémio para os adeptos vitorianos. Na jornada seguinte há um viagem à Luz. Os grandes jogos estão de regresso. E na terceira jornada, regresso ao Estádio do Mar, para um reavivar de memórias bem recentes. Emoções fortes em apenas 3 semanas. Quando estiverem passadas meia dúzia de jornadas, recebe-se a visita do Braga, o eterno derby minhoto está de regresso, e digo-vos, que saudades! E para que o naipe fique completo, à 7ª jornada vamos a Alvalade e a visita ao campeão nacional acontece a duas jornadas do final da primeira volta. Nota curiosa, na primeira volta, o Vitória visita os 3 grandes do futebol nacional. E já agora, o futebol a sério, tem início marcado para 18 de Agosto!
Pedro Varela
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/13/2007 06:04:00 p.m.,
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Comecemos pela definição da nova época do Vitória. Depois de algum “choque” provocado pela venda subtil de Rabiola ao Porto, o Presidente Vitoriano adquiriu uma boa dose de brasileiros, nada de novo, há um gosto especial pelo mercado brasileiro quando falamos de aquisições novas de clubes portugueses, e normalmente de baixo custo, uma contratação importante, João Alves, a julgar pelo que foi capaz de fazer em Braga. No Sporting nunca teve oportunidades reais. E ainda por empréstimos, Alan, já decidido, um pedido de Manuel Cajuda que já trabalhou com o jogador, ficando a faltar talvez mais 1 ou 2 jogadores, provavelmente por empréstimo. O Vitória, que conseguiu manter o que de melhor tinha da época passada, e que era muito pouco, tenta acrescentar com estes novos jogadores uma boa dose de optimismo, que diga-se em abono da verdade não tem sido conseguido, pois os adeptos estão “escaldados” das últimas desilusões. Há uma necessidade muito forte que o Vitória lute por um lugar decente na Liga Portuguesa, é um desejo, mas acima de tudo para se tornar uma realidade há que trilhar novos caminhos. Mas como normalmente convém nestas alturas, não é expectável, nem deve ser, pedir que o Vitória rapidamente se transforme, e nos faça esquecer que ainda há pouco mais de 1 mês estava a discutir por um lugar de subida de divisão. Para já preparar bem fisicamente os jogadores, a pré-época iniciou-se hoje, incutir disciplina táctica e mental a cada um dos intervenientes para a nova época, e fazê-los sentir a grandiosidade do clube em que jogam e das reais capacidades para ambições mais fortes!
Volto mais uma vez aos assuntos finanças e related. Apenas para falar de duas novas decisões que aconteceram no espaço de uma semana. Na sexta feira passada, na Assembleia Geral do clube, o Presidente do Vitória não chegou a colocar à votação a proposta dos 3 bilhetes especiais para a próxima época. Na realidade, já há muito que havia uma certa campanha para que esta medida não avançasse, e isso foi notório quando se iniciaram os trabalhos na sexa passada. Volto a realçar que a medida era no meu entender vantajosa, mesmo que servisse apenas para reduzir mais um pouco o passivo, e é neste particular que apesar de tudo prefiro as SAD aos clubes dirigidos por adeptos que dificilmente mantêm a distância entre o razoável e prejudicial. Pois há certo tipo de medidas operacionais que não podem ficar dependentes de uma votação de adeptos, mesmo que sejam “apenas” a maioria naquela reunião. Mas como vivemos em democracia, aceita-se. E arranjam-se novas formas de financiamento. Por fim, o Vitória assinou um contrato de 3 anos para o patrocínio das camisolas, hoje mesmo anunciado, o que resulta numa aparente boa estratégia de marketing e de renovação de confiança perante importantes “players” no futebol moderno que actualmente vivemos.
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/05/2007 11:26:00 p.m.,
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E neste terceiro texto continuo na temática financeira do Vitória. Todos sabemos que o mais normal do adepto de futebol é pensar única e exclusivamente na vitória do seu clube, na conquista das vitórias jogo após jogo, no atingir dos objectivos desportivos da época. Mas cada vez mais, os clubes caminham, e parece-me quase inevitável, para a empresarialização. Ou seja, a criação de um modelo organizativo, económico-financeiro e desportivo centrado no sócio e assente na eficiência da gestão. Basicamente, é fulcral juntar as finanças e o plano desportivo, num objectivo comum. E compreendo que para muitos, isso acabe por desvirtuar a essência do jogo em si! O Vitória tem usado o seu site oficial como um excelente meio comunicação com os sócios, e voltou a fazê-lo para apresentar o orçamento para a nova época. Apesar de não ser uma SAD, esta direcção decidiu apresentar como será gerido o dinheiro do clube na próxima temporada. A continuação do texto retira algumas ideias sobre a leitura dos dados apresentados.
Um orçamento não são apenas números. São apresentadas logo no seu início as ideias base para a nova época, das quais destaco: gestão profissionalizada servindo de suporte às decisões de topo, estratégia ambiciosa e dinâmica no Marketing fomentando a ligação com as empresas da região, criação do museu Vitória, do jornal “Vitória”, da marca “Vitória” e da rentabilização dos espaços vazios do seu estádio. Dos números propriamente apresentados, começo por realçar o aumento em quase 45% do total dos proveitos. Umas da mais importantes rubricas do exercício, e que aumenta a partir da Televisão e da Publicidade. Aquilo que todos sabem, e parecem assobiar para o “ar”. O futebol português não sobrevive sem estes dois meios, e daí a sua posição previligiada na orgânica nacional desportiva. Depois destaco, que os Custos com Pessoal, desde jogadores a administrativos, não chega a representar 50% dos proveitos totais, ou seja, o Vitória apresenta um dos mais baixos rácios, o que é óptimo. Obviamente, normalmente a qualidade dos jogadores está relacionada com os seus vencimentos. Mas não se pode fazer vida de filho rico, com “pai” pobre. A título de exemplo, o Porto, que tem o maior rácio da superliga, no ano anterior ao que terminou (último estudo conhecido) apresentou um rácio de 127%!!! Mas lá vão conquistando títulos para calar algumas bocas adversas. Depois há uma quantidade rubricas díficeis de perceber se são elevadas ou não, parecem-me controladas, dado não se conhecer a actividade por dentro do clube. Rubricas essas denominadas por FSE, onde incluímos água, electricidade, gás, comunicação, honorários e etc. Para terminar, a leitura dos números, termino com os Custos Financeiros que são elevados, qualquer coisa como 463.000 €, que proveêm de empréstimos de elevadas quantias, contraídas em tempos de vacas magras e que foram muito mal utilizados pelas direcções anteriores. Serviram para tudo, menos para ajudar o clube.
O que me parece mais importante de realçar, e concordando-se ou não com algumas das medidas desportivas desta direcção, e que ainda são poucas, é que é evidente que há uma tentativa de devolver o clube aos adeptos. De lhes dar a conhecer a verdadeira situação do mesmo. Só assim, os Vitorianos poderão avalizar qualquer direcção, juntando-lhes a isso, o factor desportivo que se impõe que cada vez seja maior. Os adeptos conhecem bem os jogadores, são treinadores de bancada todas as semanas, e ao mesmo tempo são capazes de julgar, utilizando estes mecanismos, e perceber qual o rumo que o clube financeiramente está a seguir. E no final do ano, cá estaremos para medir se o que é prometido foi cumprido, porque só assim faz sentido apoiar as direcções que estão à frente dos destinos de um clube como o Vitória.
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Publicado por Bruno José Ferreira @ 6/28/2007 08:55:00 p.m.,
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São duas páginas a entrevista que o Presidente do Vitória concedeu ao jornal “Record”. Obviamente, e no meu caso, sendo a primeira grande entrevista que leio onde é abordada a realidade Vitoriana, não poderia deixar passar em claro, a oportunidade de tecer pequenos comentários. Isto no momento, e é um pequeno aparte, em que Rabiola é anunciado como jogador do F.C. Porto.
Finanças
Passivo elevado a roçar os 10/11 milhões de euros, juros bancários nos 30.000 por mês e amortizações perto dos 400.000 euros. Situação catastrófica? Não. Recuperável? Provavelmente, mas não no tempo que o Presidente desejaria, nos tais 3 anos uma redução de 60% do passivo. Mesmo assim, a pergunta que eu mais gostaria de ver respondida, é como o Vitória chegou a este ponto? A resposta, ao que parece poderá chegar pela via da auditoria que este Presidente mandou efectuar para avaliar o passivo no final da era Pimenta Machado e depois de Vítor Magalhães. É altura de perceber que os instrumentos financeiros são vitais para o futebol moderno. Acresce a isto tudo, uma situação catastrófica na banca, nas palavras do Presidente “com as contas todas a zero”, e ainda com o bingo a apresentar resultados negativos. Uma certeza, ninguém levou dinheiro para casa, o clube não foi roubado, mas como bem afirmou, e pode-se dizer que até é grave o que se segue “o Vitória andou a ser gerido por funcionários”. Para finalizar, e como podemos bem afirmar, a mui nobre expressão “cereja no topo do bolo”, uma dívida à Segurança Social de 397.000 € mais juros, e uns tantos negócios que foram concretizados e não pagos, por exemplo Pelé ao Salgueiros, Sereno ao Elvas, há ainda valores em aberto por pagar. O cenário é muito negro, mas parece-me, e aqui é a minha opinão que na entrevista, e nos vários momentos que Emílio Macedo tem falado sobre a situação financeira, há um certo interesse em que o “quadro” seja muito negativo, pois em breve, há um assembleia geral, onde é importante realçar que deixaram o Vitória numa situação muito complicada. Ainda assim, descobrir os verdadeiros números é útil e acima de tudo é vital para medir o desempenho da direcção. Desta direcção. Ver o ponto de partida, e como chegar à meta. Para finalizar, algo importante para sossegar muitos dos adeptos do Vitória, é que não será alienado um único metro quadrado de património e para já não vai haver lugar a SAD “O Vitória é grande demais para ser uma quinta particular”.
Plano Desportivo
Sem dinheiro não há grandes equipas, mas sempre foi realçando que dentro do que está orçamentado, o Vitória vai construir uma equipa...competitiva. Actualmente já foram adquiridos 6 novos jogadores, uns outros tantos já despachados, fiquei com pena apenas de Rissut. Não colocou como objectivo a Taça UEFA, mas foi adiantando que se a família Vitoriana estiver unida, tudo pode acontecer. Do nosso lado, o do adepto, certamente cumpriremos o que nos pedem. Nas saídas, falou apenas de 2 jogadores que eram procurados. Um é Pelé, que afirmou “ser conhecido”, o outro levaria a pensar que seria Targino, mas vendo bem as coisas, com Rabiola a ser vendido hoje ao Porto, apesar dos 50% que o Vitória mantém nos direitos desportivos, até que poderia ser o outro jogador
Marketing
O Vitória pretende atingir aos 20.000 lugares anuais, com a chegada aos 25.000 sócios, o que daria uma óptima taxa de sucesso lugar/sócio. Talvez única em Portugal. Os camarotes e os lugares VIP, geradores de receitas importantes para o clube, estão quase todos ou vendidos ou apalavrados, as bancadas do clube estarão associadas a publicidade, e bem, há que fomentar novas receitas no clube. Novos contratos com os patrocinadores do clube. E partir sempre da velha máxima, com dinheiro gerar dinheiro. E por fim, o polémico encaixe de perto de 500.000 € que o clube prentende efectuar através dos 3 bilhetes que terão de ser pagos pelos sócios como um extra, e que terá de passar em Assembleia Geral. Compreendo a indignação de alguns sócios, mas estou de acordo com tal medida, ainda por cima, falamos de um caso avulso. Não transita para os próximos anos, e concordo quando o Presidente diz que era pior se aumentassem as quotas do clube. De qualquer forma, há que ter sensibilidade, pois um sócio já paga uma quantia algo elevada pelo seu lugar anual, ese relacionarmos com o PIB da região, vemos o sacríficio necessário para estar sempre presente!
Palavra final para as Modalidades Amadoras, teme pelo fim do ciclismo, o protocolo está em fase terminal e não vê com esperanças a sua renovação. O orçamento da modalidades será adequada e distribuído com vista a que nenhuma delas acabe. O futsal, aparecerá quando o Vitória tiver condições para que a modalidade seja um sucesso.
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Publicado por mike shinoda @ 6/21/2007 01:06:00 a.m.,
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Sendo este o primeiro texto que escrevo para o blog Vitória Grande Sempre, não posso deixar de agradecer o convite que me foi feito. Tenho ao longo dos tempos em que comecei a escrever no Terceiro Anel, tentado passar uma imagem de uma cidade, um clube e uma paixão bem diferente que aquela que muita gente de fora de Guimarães tem sobre este clube. Em abono da verdade, conheço muitos amigos convertidos ao encanto desta massa associativa. Eu próprio rendi-me por completo, e para que fique bem claro, nunca deixei de lembrar que este não é o meu primeiro clube. Foi um “amor” que veio com o tempo. E que me tem feito “perder” muitas horas. Tristezas e alegrias contagiantes!
Numa altura como esta, de defeso, de pré...pré-época, pouco ou nada se passa. Quem adora futebol, vive as especulações que se tornam públicas, aquelas que queremos acreditar, os jogadores que gostavamos de ver no clube, os que se compram e vendem, a preparação para que a época corra dentro dos limites. No Vitória, talvez nos últimos anos, nunca uma pré-época terá tanta importância como esta. O clube desceu faz um ano, subiu com enorme dificuldade no ano seguinte, perdeu uma direcção, sente dificuldades económicas e no meio de tanta confusão, só mesmo a massa associativa se manteve igual ao que sempre foi.
O Presidente eleito, era para mim uma figura quase desconhecida. Não foi nele que votei, mas já tive a oportunidade de por 2 vezes falar com ele. Sentido de responsabilidade, humildade, organização e percepção das dificuldades do Vitória, foram algumas características interessantes que notei no seu discurso. Assisti nas instalações do clube a uma situação sobre a ida dos jogadores Targino e Pelé para Toulon. Avisou na altura, que iria enviar um olheiro para os acompanhar. O Vitória foi o único clube português presente com um observador de novos talentos. Poderá estar quase a realizar-se o negócio de Targino para o Ajax. Não interessa, mas pareceu-me relevante esta mentalidade de perceber onde se deve estar.
Mais tarde, numa nova conversa falou-se da equipa e do que pensava sobre ela. Não entrando em grandes pormenores, basicamente tem a mesma ideia que quase todos os Vitorianos. E falou de reforços, não de nomes obviamente, mas de números. Mas mais importante que isso, do objectivo europa. Do Regresso do Rei à Europa. Tal como já o tinha feito diante da comunicação social. O Vitória merece muito mais, e a mentalidade ganhadora tem de aparecer. Não é possível acreditar que numa cidade que “respira” Vitória, um objectivo como o da UEFA seja assim tão inalcançável. Mas não por uma só época, tem de ser um mínimo. E com isso criar, estruturas circulantes que o permitam. Seja nas camadas jovens, na direcção do clube, até na mentalidade dos jogadores que vestem de branco. Quem trabalha e vive o clube, tem de perceber a mentalidade vencedora de um clube que se quer o quarto grande, mas agora
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Publicado por mike shinoda @ 6/15/2007 12:30:00 a.m.,
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