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Inglaterra, Itália, Espanha ou França, são países europeus com grandes ligas de futebol, com muitos adeptos e sobretudo com bons espectáculos. Portugal tem vindo ao longo dos anos a tentar rumar pela mesma maré, na esperança de um dia a actual BWin Liga possa ser reconhecida pela sua qualidade...e pela sua competitividade.
Se na qualidade, as coisas têm vindo claramente a evoluir, no que corresponde à competitividade, o trabalho ainda não foi sequer começado. Temos um presidente da Liga que apesar de ter introduzido novos processos, vê a sua maior ambição por um canudo, muito estreito, muito inacessível...a tão falada questão das assistências nos estádios portugueses.
Infelizmente para o futebol, apenas os 3 do costume e o Vitória dão real uso aos seus palcos, denotando-se cada vez mais uma generalização de simpatias, ora pelo Sporting, ora pelo Benfica, ou pelo Porto.
Em Guimarães, esses mesmos três vão perdendo cada vez mais terreno para o Vitória Sport Clube. O Marketing desenvolvido pela instituição, a mística passada de geração em geração e o bairrismo patente na cidade dão bons presságios para uma cidade cada vez mais pintada a preto e branco.
No entanto, nesta como em qualquer outra questão, há sempre dois lados. Se por um lado, aos olhos vitorianos, é bom que o "pensamento à VSC" cresça, do outro lado há quem lute para que em Portugal se continue a viver num poder tri-partido.
Isto tudo vem a propósito da cada do FCPorto que será oficialmente inaugurada no próximo dia 28 do corrente mês. Apesar de se falar que a casa já abriu em 2005, só agora é que será comemorado o feito, com pompa e circunstância, pois a maior parte da população vimaranense desconhecia tal núcleo.
A divulgação através dos media e do site oficial portista sobre o programa para o tal dia vieram trazer algum mal-estar à cidade, nomeadamente aos adeptos do clube da casa. Guimarães é a única grande cidade que não possui nenhuma filial do FCP, SLB ou SCP. Isto tem sido um motivo de orgulho para as gentes do berço que invocam frequentemente a simgularidade do feito.
No entanto, "a maçã proibida" é a mais apetecida e conseguir abrir tal casa em Guimarães daria ao impulsionador da ideia um relevo apetecível, para além de que iria certamente chamar embaixadores dos outros 2 clubes nacionais para repetirem a proeza.

Assim, estão a ser estudadas pelos fervorosos adeptos, formas para demonstrar o desagrado pela abertura do núcleo.
Stº Tirso, Trofa, Vizela, Braga ou Fafe são cidades próximas de Guimarães que contam já com o símbolo dos dragões, no entanto, o desafio de provar que a nossa cidade pode ser "convertida" levou algumas pessoas (com vitorinos pelo meio) a tentarem a sua sorte.
Assim, não se adivinham momentos agradáveis para o referido dia..mas que seria bonito ver um qualquer Pinto da Costa calado pelas vozes de milhares de vitorianos a ecoarem os cânticos do clube do Rei, isso seria, e afinal, os verdadeiros vitorianos já deram mais do que provas suficientes que nunca deixarão morrer a relação entre cidade e clube...

Quanto ao vitorino que está a organizar todo este circo, so assim o será até à próxima assembleia, depois poderá afirmar que é portista a 100%. Quem ganha é o VSC.

Guimarães aos Vitorianos - só!

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Publicado por mike shinoda @ 9/15/2007 03:01:00 a.m., ,




Depois de mais um fim de semana de bola, é tempo de fazer um comentário sobre alguns pontos que me parecem importantes. Começo pelo Leixões - Vitória de sexta feira..
Num jogo que já se esperava dificil, o Vitória até esteve bem, se tivermos em conta as adversidades que apareceram no nosso caminho.
Após a falha que permitiu o primeiro golo, o Vitória conseguiu reagir e empatou a partida, com um golo que catapultava os branquinhos para uma reviravolta quase certa. O Vitória pressionava mais do que a equipa leixonense e os corações de todos os fieis vitorianos que assistiam ao jogo iam recompondo-se da atribulação inicial.
Vieirinha, o tal que queria vir "rodar" para o Vitória também estava em campo e decidiu dar um ar da sua graça ao marcar um golo portentoso. O que se seguiu foi no mínimo incrível; o miúdo festejou de tal forma que parecia ser campeão do mundo! Ele pulou, ele tirou a camisola, ele gritou..era um êxtase de emoções que mais tarde confessou terem acontecido porque tinha marcado um golo à equipa que o projectou para o futebol....Lógico!!!(??)
O que se passou é que o rapaz libertou a frustração de o Vitória ter recusado a sua vinda para Guimarães, ao proferir algumas palavras menos inteligentes, e o destino dava assim uma resposta irónica a quem o "dispensou". Mas o que o extremo não sabia era que aqueles mesmos festejos iriam ditar um empate no final do encontro. É pena. Que seguisse este exemplo.
No entanto, ainda antes do intervalo, Radanovic colocou os vimaranenses em novo sobressalto.
A falta, não sei se seria merecedora de vermelho, na minha opinião até não, mas o certo é que o sérvio teve mesmo de abandonar o relvado e com ele a esperança numa possivel reviravolta.
Manuel Cajuda teve que reequilibrar o sector defensivo e "puxou" atrás um homem que poderia ajudar a dar a estocada final..Carlitos.
Na segunda parte, Vieirinha foi expulso por ter tocado com a mão na bola, isto claro com a ajuda do primeiro amarelo que viu quando marcou o seu tão estimado tento.
O Vitória igualava depois pelo inevitável Fajardo e o empate foi o resultado final.

Radanovic fez dois jogos e vacilou nos dois. Agora na próxima jornada o técnico vitoriano terá forçosamente que mexer na linha defensiva, perspectivando-se Márcio Martins ou Moreno ao lado de Geromel. Este último é sem dúvida o melhor activo do Vitória, cuidem dele..e deixemo-nos de saldos.
Fajardo é o homem do momento; tem raça, deixa a pele em campo e é a humildade em pessoa. Vejam novamente os seus golos e reparem no gesto que ele faz logo após os ter marcado. Qualquer outro "vieirinha" correria para a rede de modo a elevar-se perante os adeptos. Fajardo, tanto no primeiro golo como no segundo, lopo após ter empurrado a bola para dentro das redes, chama os companheiros para festejarem com ele... Palavras para quê?
É a união dentro do grupo, é o espirito de sacrificio e de verdadeira EQUIPA que apenas funciona quando todos rumam para o mesmo lado..e que equipa nós temos!

Nos restantes jogo da Liga Bwin, o Boavista começa a ser "auxiliado" para acabar a época acima da linha de água, o Marítimo conseguiu 3 vitórias em 3 jogos, Porto, Sporting e Benfica ganharam, assim como o Braga. Naval e Setúbal fizeram um bonito jogo ao nível da Liga de Honra, nesta terceira jornada.

O próximo adversário do Vitória é o Nacional, uma equipa que nesta jornada perdeu por 3-0 frente ao Benfica e que à semelhança do Setúbal, virá a Guimarães em busca do pontinho..

Força Vitória, arrasem com eles!

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Publicado por mike shinoda @ 9/03/2007 12:11:00 p.m., ,



Quando tudo já o fazia prever, o jogo de ontem que opôs o Vitória ao Leixões ficou mesmo marcado por momentos de pura violência, num hino àquilo que os adeptos de Matosinhos nos têm habituado. Um grupo de limitados, perfeitamente identificado como pertencente a uma espécie de claque que por lá paira ( mais os infiltrados), quis transformar o regresso do seu clube aos jogos da primeira liga numa batalha campal e ao intervalo arremessaram vários objectos para o sector do Vitória, tendo mesmo magoado uma tia do defesa vitoriano Sereno, que foi levada posteriormente para o hospital.
A equipa neste momento abandonou o relvado como forma de protesto por tão reprováveis actos.
O ambiente azedava, e o presidente leixonense Carlos Oliveira tomou conta do microfone e dirigiu duras críticas à massa adepta local, tendo mesmo na conferência de imprensa deixado escapar que vai repensar a sua continuidade no clube. Também nesse momento pediu desculpas ao "staff" do Vitória, assim como a todos os adeptos que se deslocaram de Guimarães.

Isto foi o que aconteceu.
Mas o que é que provocou toda esta situação?

Numa notícia anterior, ainda visível na primeira página do VGS, defendi que este jogo não tinha uma única razão válida para se realizar, como que a prever, assim como a maioria dos adeptos vitorianos, aquilo que poderia acontecer com quem acompanhasse a equipa. Infelizmente tinhamos razão.
Se alguma esperança existisse na mudança de atitude por parte dos leixonenes, ela mesmo acabou quando foi divulgado que os apedrejamentos haviam começado e já contavam vítimas.
Uma vergonha.
Ao Estádio do Mar, deslocaram-se sobretudo familias, com crianças, idosos e mulheres, assim como pessoas ligadas ao plantel, e este nunca foi um confronto entre claques.
Foi isso sim, uma vergonha para todos os que dizem homens, mas que no fundo só aparecem quando estão do outro lado da rede, com os bolsos cheios de pedras..ou então escondidos nos viadutos. Esses sim são os homens de Matosinhos!

Mas não dirigo a minha revolta aos energúmenos da lota, destes não esperava outra coisa..fiquei verdadeiramente estupefacto foi com a atitude de Emílio Macedo da Silva.

O seu primeiro erro, antes de tudo, foi marcar um jogo que já se adivinhava de alto risco.
Ao intervalo do mesmo, teve a coragem de mandar a equipa para o balneário e mostrou que existia autoridade e liderança..no entanto, a liderança foi sol de pouca dura, pois cedeu ao pedido de Carlos Oliveira e deixou que o jogo prosseguisse...com o estádio já despido de adeptos vitorianos que tinham saído em forma de protesto. A equipa entrou sob os aplausos da maior parte da massa leixonense e o jogo era retomado.

Os vitorianos viveram uma tarde dificil, mas apesar disso, o presidente não se coibiu de os apunhalar pelas costas ao pactuar com a vergonha vivida nas bancadas.
Sei de um presidente que tinha como principio um altruísmo intocável. Era muito amiguinho de todos, lembram-se? Esse presidente saiu pela porta dos fundos e mergulhou o Vitória numa tragédia sem precedentes.

Emílio esteve bem ao terminar o encontro, mas "borrou a pintura" ao retomar o mesmo. Se não o tivesse feito, não estaria a desrespeitar o Leixões, nem os seus adeptos, nem o seu presidente. Estaria sim a salvaguardar uma posição de companheirismo com os sócios que o elegeram, e isso deveria ser uma prioridade para o chefe vitoriano.

Ficámos assim à espera de uma declaração do "Milo" aos sócios, para explicar as razões pelas quais acordou a realização deste jogo, as razões pelas quais deixou que o mesmo chegasse ao fim e o mais importante, para pedir desculpa aos sócios: não pelas agressões de que foram alvo, mas pelo desrespeito que o próprio teve para com eles!

Chega de amizades inúteis!


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Publicado por mike shinoda @ 7/29/2007 03:03:00 p.m., ,

Euforia vs Motivação

Euforia é estado de espírito de satisfação e alegria fora do normal, e certamente não é neste estado que os adeptos do Vitória se encontram. Uns estarão mais agradados com a situação, outros mais optimistas, uns realistas e outros há que pensarão que tudo estará mal. Sim, é preciso ver que nestas coisas há sempre umas “ovelhas ranhosas”. O que me parece particularmente interessante é que a tal Euforia, que poderá andar no ar, seja transformada em Motivação. Motivação que de modo simplista pode ser “despertar o interesse”. E o principal responsável terá de ser o treinador. Ou seja, transformar a satisfação que está presente nos jogadores em motivação necessária para que a intervenção deste na equipa seja um factor positivo. No fundo, com a série de bons resultados que o Vitória tem vindo a praticar, o seu treinador deverá conduzir toda a energia positiva gerada em torno desses resultados, em factores geradores de motivação no seio do grupo, para que no início dos trabalhos em jogos da superliga haja a percepção que todo o trabalho anteriormente efectuado tenha valido a pena.

Amanhã, sábado, há um grande jogo de pré-época. Não vale pontos, não vale taças, vale sim por uma rivalidade que existe de alguns anos, que se acentuou na época passada porque ambas as equipas se encontravam na divisão de honra, sendo que uma delas vinha do escalão principal. Falo obviamente do Leixões-Vitória, e que no ano passado apesar da polémica (fora do relvado) no estádio do Mar, o Vitória venceu por 2-0. Amanhã se tudo correr bem, será a minha possibilidade de ver o Vitória pela primeira vez ao vivo nesta pré-época, e pelo calendário de jogos, a única. Não deixo de salientar que é um jogo com algum interesse, porque também tenho acompanhado algumas das movimentações do clube de Matosinhos, e tenho interesse em verificar como vão se desenrolar as coisas no seu regresso à primeira divisão. Amanhã se tudo correr bem, “tiro a barriga de miséria”. Venha a bola que o povo não aguenta muito mais!

Pedro Varela


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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/27/2007 05:33:00 p.m., ,

Alguém sabe porquê?



O Vitória soma e segue nesta pré-época e conta já com 4 jogos feitos, todos com resultados positivos. Este fim de semana os clubes que se seguem são o Trofense e o Leixões, na sexta e no sábado respectivamente. É sobre este último jogo que escrevo, porque realmente há algo que me está a escapar...a mim e a todos os vitorianos.

O LeixõesSC, clube mais representativo da cidade de Matosinhos foi a par do Rio Ave, o clube com que o Vitória teve de lutar "taco a taco", para garantir a promoção à BWin. Desde cedo que tanto nós como eles fomos apontados como candidatos à subida, mas contrariando todas as expectativas, os "bébés" tiveram um campeonato bem mais regular que o nosso.

Apesar de haver já algumas histórias de violência entre vitorianos e leixonenses, os clubes estiveram na maior parte do seu percurso histórico distanciados pela diferença dos campeonatos que disputavam. No entanto, o Vitória ao caír no inferno que foi a Liga de Honra, veio invadir um espaço que o Leixões considerava seu, e as relações entre as duas massas associativas estreitaram-se desde cedo...mais propriamente desde a primeira jornada.
Na altura, catalogaram a fantástica e ímpar "Marcha Branca" realizada na Póvoa do Varzim como um atentado ao civismo e até nos chamaram de hooligans...no mínimo irónico se olharmos para o que aconteceu no famoso Leixões - Vitória.
Os vitorianos, apesar de repetidas ameaças por parte dos adeptos leixonenses, deslocaram-se em bom número e viram o Vitória do nosso coração ganhar por uns merecidos 2-0.
Se durante o jogo foram alvo de arremesso de objectos estranhos num estádio de futebol por parte dos adeptos locais, já na estrada viram as camionetas em que deslocavam serem apedrejadas cobardemente por um número considerável de leixonenses que depressa se preocuparam em fugir à resposta vitoriana.

Já na recta final, o Vitória tinha pela frente um jogo fora contra o Trofense, e na altura os dois clubes requisitaram à Liga a mudança de Estádio, da Trofa para a Póvoa do Varzim, para que o espectáculo fosse beneficiado e o clube vizinho pudesse ter um maior encaixe financeiro.
A liga, numa atitude inédita pediu a opinião a todos os clubes da Liga Vitalis e todos eles acederam ao pedido excepto Leixões e Feirense.
Apesar de já todos termos assistido a um qualquer Estoril-Benfica no estádio do ALGARVE (?!?), a liga tomou a atitude incrível de dar à votação aos restantes clubes uma questão que não inflingia qualquer golpe na tão falada "Verdade Desportiva".

O clube de Matosinhos, obviamente tomou um partido que era já esperado e recusou a mudança de estádio, porque segundo ele, não havia razão relevante para mudar o recinto de jogo, para além da monetária.
*Fixem isto*

No inicio desta pré-época, foi prontamente anunciado que o Vitória iria fazer um jogo treino com o Leixões, sendo o mesmo realizado no "Estádio" do Mar.

Agora perguntámos: Porquê?
Até ao momento ainda não conseguimos descobrir.

Um clube que "roubou" escandalosamente os vitorianos no preço dos ingressos do jogo, num estádio sem condições, cujos sócios (e infiltrados, diga-se) arremessaram objectos em direcção à nossa "curva" e ainda tentaram fazer estragos já na estrada, escondidinhos nos viadutos.
Um clube que faltou à verdade quando disse que Vitor Magalhães tinha pedido desculpa pelos incidentes ocorridos durante o jogo, quando tal foi prontamente desmentido pelo mesmo.
Um clube que recusou o pedido da mudança de estádio acima referido, mostrando a sua falta de respeito e compreensão pela nossa entidade e pelos nossos sócios.

É este o clube que vai fazer a sua apresentação com o nosso Vitória, e que já estabeleceu uns fantásticos 10€ para o preço dos bilhetes?


Porquê? - ocorre-nos perguntar novamente. É numa primeira perspectiva, uma falta de respeito por todos os que se deslocaram a Matosinhos este ano e tiveram que aguentar com a raiva e a inveja de adeptos de um clube que não tem como se comparar ao Vitória Sport Clube. É uma falta de respeito pelo Vitória em si, pois o Leixões fez de tudo para prejudicar a equipa da cidade-berço na sua escalada pela subida e é uma vergonha, por fim, que ainda tenhamos a simpatia de apadrinhar a sua apresentação, onde não somos bem-vindos, num estádio sem condições, tanto a nível de conforto como de segurança. Emilio Macedo da Silva terá as suas razões...seria bom que as tornasse públicas!

Nota final para uma deslocação WA que se está a preparar para a deslocação a Matosinhos, que contra tudo e todos, vão mostrar que um vitoriano não foge por um qualquer viaduto, mesmo num ambiente claramente adverso. Mais informações aqui e na sede da claque no centro Comercial Palmeiras.


*PS: O VGSempre oferece um chupa a todos os que adivinharem qual é o clube que na primeira jornada desta BWin 2007/2008, ironia do destino, não vai jogar no seu estádio, devido ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE a razões monetárias (sem que obviamente a Liga coloque a questão novamente a todos os restantes clubes) e cujo presidente já afirmou: «Quem é que deita fora quinhentos mil euros de receita líquida?» ?

Para quando uma acção Senhor Presidente?


Ligações:Relvado.com

(A discussão por outras paragens)


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Publicado por mike shinoda @ 7/26/2007 09:03:00 p.m., ,



Tenho de confessar que esta altura do ano, estágios das equipas, contratações já quase todas efectuadas, adeptos de férias, tornam difícil escrever qualquer coisa sobre o que passa em torno do Vitória. O defeso é a época que menos gosto no futebol. Afinal de contas, não há golos! Ainda assim começo por destacar a promoção que a direcção do clube tem feito para que o Vitória possa crescer cada vez mais. Tive a oportunidade de ler o “Vitória”, o jornal que tinha acabado e que foi “ressuscitado”, VII série é o Nº 52 o primeiro da nova era, promessa do Presidente já cumprida. A que se pode “somar” a da televisão gmrtv, via protocolo, que permite sem sombras para dúvidas tornar cada vez mais este clube como o 4º grande e aproximar-se dos eternos três! Ainda agora acabo de ver que o número de associados já vai quase nos 25.500 e já tinham renovado cadeira para a nova época qualquer coisa como 11.387 sócios! O número que para muitos pode dizer...pouco, mas dou-vos uma base de comparação, nesta mesma fase, o Sporting tinha já renovado perto de 16.000. O Vitória segue no bom caminho.

Nesta altura que escrevo, já sabemos que o Vitória recebe na primeira jornada do campeonato o Vitória de Setúbal. O “Regresso do Rei” começa em casa. Fiquei contente, não sei explicar bem porquê, acho que seria importante para um bom início de época começar por jogar em casa. Uma espécie de prémio para os adeptos vitorianos. Na jornada seguinte há um viagem à Luz. Os grandes jogos estão de regresso. E na terceira jornada, regresso ao Estádio do Mar, para um reavivar de memórias bem recentes. Emoções fortes em apenas 3 semanas. Quando estiverem passadas meia dúzia de jornadas, recebe-se a visita do Braga, o eterno derby minhoto está de regresso, e digo-vos, que saudades! E para que o naipe fique completo, à 7ª jornada vamos a Alvalade e a visita ao campeão nacional acontece a duas jornadas do final da primeira volta. Nota curiosa, na primeira volta, o Vitória visita os 3 grandes do futebol nacional. E já agora, o futebol a sério, tem início marcado para 18 de Agosto!

Pedro Varela


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Publicado por Bruno José Ferreira @ 7/13/2007 06:04:00 p.m., ,



O tão esperado regresso do Vitória à Bwin está próximo. A ânsia de ver esta equipa jogar novamente no seu campeonato cresce a cada dia que passa, como que adivinhando os confrontos que se avizinham. No ano do inferno para o Vitória, a BWin registou poucas surpresas, algumas, mas poucas.
Começando pelo vencedor da prova, o FCPorto manteve a hegemonia que tem vindo a cimentar ao longo destes últimos anos. Claramente com o melhor plantel do campeonato, fez uma campanha nada mais do que mediana pela primeira liga, tendo nas últimas jornadas dado até margem de manobra para os outros 2 concorrentes.
O SCBraga mostrou estabilidade e manteve o quarto lugar, disputado até à última com o Belenenses. Este mesmo Belenenses foi para mim uma surpresa. Com Jorge Jesus ao comando, os pasteis fizeram um campeonato como à muito não se via por aqueles lados...sem dúvida uma equipa a ter em conta para esta BWin 2007/2008.
Por último, a revelação d época. O Paços de Ferreira fez uma temporada inédita e conseguiu mesmo o acesso, imagine-se, para a taça UEFA. José Mota foi o grande percussor desta incrível vitória, gerindo de uma forma muito interessante todos os recursos que teve à sua disposição.
Pede-se agora cautela ao clube da capital do móvel...porque quanto mais alto, maior é a queda, principalmente numa entidade sem experiência por estas lides, como é o Paços.
No conjunto das restantes equipas nada a salientar; nota apenas para o Beira-Mar que num ano muito atribulado, não escapou à descida, à semelhança do Desportivo das Aves.

O que é que podemos esperar do VSC este ano?

Esta tem sido a principal questão pelos lados da cidade-berço, embora a grande maioria tenha uma só opinião: Taça UEFA.
Não sei se para mim tenho este objectivo, pelo menos de forma explícita..numa altura em que ainda não sabemos o que é que plantel vale (e este também ainda não está completo), é prematuro traçar tão ambiciosa meta. Como diz Cajuda, não nos podemos esquecer de onde é que viemos.
Penso que as hipóteses de atingirmos um sexto lugar até não são as piores, mas este optimismo tão reconfortante tem trazido fracos resultados para o Vitória.
No meio de tanta dúvida, tenho uma certeza inquebrável. O nosso treinador.
Apesar de simpatizar com o milagreiro desde à uns anos para cá, nunca o avaliei bem como treinador. Este ano acompanhei de perto toda a sua evolução no nosso clube e hoje admiro-o como poucos. Com um pensamento humilde, de luta e de confiança, devolveu a alegria à vasta massa associativa. Mais do que isso, devolveu a fé ao grupo de trabalho que estava bastante fragilizado. É por isso o homem certo neste momento para o Vitória, e espero que o seja por muitos mais anos.

Assim, não sei se teremos um Vitória vencedor, um Vitória Europeu..mas sei bem cá no fundo do coração que teremos uma equipa que vai suar a camisola e honrar o Rei que carrega ao peito.
Basta isto para triunfar.


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Publicado por mike shinoda @ 7/10/2007 09:02:00 p.m., ,



São duas páginas a entrevista que o Presidente do Vitória concedeu ao jornal “Record”. Obviamente, e no meu caso, sendo a primeira grande entrevista que leio onde é abordada a realidade Vitoriana, não poderia deixar passar em claro, a oportunidade de tecer pequenos comentários. Isto no momento, e é um pequeno aparte, em que Rabiola é anunciado como jogador do F.C. Porto.

Finanças

Passivo elevado a roçar os 10/11 milhões de euros, juros bancários nos 30.000 por mês e amortizações perto dos 400.000 euros. Situação catastrófica? Não. Recuperável? Provavelmente, mas não no tempo que o Presidente desejaria, nos tais 3 anos uma redução de 60% do passivo. Mesmo assim, a pergunta que eu mais gostaria de ver respondida, é como o Vitória chegou a este ponto? A resposta, ao que parece poderá chegar pela via da auditoria que este Presidente mandou efectuar para avaliar o passivo no final da era Pimenta Machado e depois de Vítor Magalhães. É altura de perceber que os instrumentos financeiros são vitais para o futebol moderno. Acresce a isto tudo, uma situação catastrófica na banca, nas palavras do Presidente “com as contas todas a zero”, e ainda com o bingo a apresentar resultados negativos. Uma certeza, ninguém levou dinheiro para casa, o clube não foi roubado, mas como bem afirmou, e pode-se dizer que até é grave o que se segue “o Vitória andou a ser gerido por funcionários”. Para finalizar, e como podemos bem afirmar, a mui nobre expressão “cereja no topo do bolo”, uma dívida à Segurança Social de 397.000 € mais juros, e uns tantos negócios que foram concretizados e não pagos, por exemplo Pelé ao Salgueiros, Sereno ao Elvas, há ainda valores em aberto por pagar. O cenário é muito negro, mas parece-me, e aqui é a minha opinão que na entrevista, e nos vários momentos que Emílio Macedo tem falado sobre a situação financeira, há um certo interesse em que o “quadro” seja muito negativo, pois em breve, há um assembleia geral, onde é importante realçar que deixaram o Vitória numa situação muito complicada. Ainda assim, descobrir os verdadeiros números é útil e acima de tudo é vital para medir o desempenho da direcção. Desta direcção. Ver o ponto de partida, e como chegar à meta. Para finalizar, algo importante para sossegar muitos dos adeptos do Vitória, é que não será alienado um único metro quadrado de património e para já não vai haver lugar a SAD “O Vitória é grande demais para ser uma quinta particular”.


Plano Desportivo

Sem dinheiro não há grandes equipas, mas sempre foi realçando que dentro do que está orçamentado, o Vitória vai construir uma equipa...competitiva. Actualmente já foram adquiridos 6 novos jogadores, uns outros tantos já despachados, fiquei com pena apenas de Rissut. Não colocou como objectivo a Taça UEFA, mas foi adiantando que se a família Vitoriana estiver unida, tudo pode acontecer. Do nosso lado, o do adepto, certamente cumpriremos o que nos pedem. Nas saídas, falou apenas de 2 jogadores que eram procurados. Um é Pelé, que afirmou “ser conhecido”, o outro levaria a pensar que seria Targino, mas vendo bem as coisas, com Rabiola a ser vendido hoje ao Porto, apesar dos 50% que o Vitória mantém nos direitos desportivos, até que poderia ser o outro jogador em questão. Pretende efectuar todas as compras na pré-época, porque considera que em Dezembro nada funciona. Não estou de acordo, acho que essa altura do ano é importante para colmatar lacunas no plantel, agora também entendo que não se devem fazer comprar se apenas o objectivo for para “dar” comissões aos agentes de futebol, quais “abutres” em redor do clube.


Marketing

O Vitória pretende atingir aos 20.000 lugares anuais, com a chegada aos 25.000 sócios, o que daria uma óptima taxa de sucesso lugar/sócio. Talvez única em Portugal. Os camarotes e os lugares VIP, geradores de receitas importantes para o clube, estão quase todos ou vendidos ou apalavrados, as bancadas do clube estarão associadas a publicidade, e bem, há que fomentar novas receitas no clube. Novos contratos com os patrocinadores do clube. E partir sempre da velha máxima, com dinheiro gerar dinheiro. E por fim, o polémico encaixe de perto de 500.000 € que o clube prentende efectuar através dos 3 bilhetes que terão de ser pagos pelos sócios como um extra, e que terá de passar em Assembleia Geral. Compreendo a indignação de alguns sócios, mas estou de acordo com tal medida, ainda por cima, falamos de um caso avulso. Não transita para os próximos anos, e concordo quando o Presidente diz que era pior se aumentassem as quotas do clube. De qualquer forma, há que ter sensibilidade, pois um sócio já paga uma quantia algo elevada pelo seu lugar anual, ese relacionarmos com o PIB da região, vemos o sacríficio necessário para estar sempre presente!

Palavra final para as Modalidades Amadoras, teme pelo fim do ciclismo, o protocolo está em fase terminal e não vê com esperanças a sua renovação. O orçamento da modalidades será adequada e distribuído com vista a que nenhuma delas acabe. O futsal, aparecerá quando o Vitória tiver condições para que a modalidade seja um sucesso.

Pedro Varela

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Publicado por mike shinoda @ 6/21/2007 01:06:00 a.m., ,

Plantel 2007/2008



O Vitória continua em negociações para fechar o plantel vitoriano para a época que se aproxima, no entanto, as novidades tardam em chegar.. É natural que a calma tenha de imperar num momento de viragem como o nosso clube vive, mas parece-me a mim que a calma começa já a ser demasiada.

A partir do momento em que acabou o campeonato, a direcção do VSC disse até à exaustão que as renovações eram prioridade. Correcto.
Logo aí se criou uma novela com o extremo Brasília e o brasileiro acabou mesmo por não renovar. Claramente o primeiro grande erro na minha opinião. Ainda não temos e muito dificilmente iremos encontrar um jogador com as características de Brasília. Sem dúvida uma pena a sua saída..

As renovações continuaram a bom ritmo, mas eis que uma tendia (e tende) a não se resolver..Rissut pois claro.
As notícias que nos chegam é que uma diferença de valores tem impedido o acordo, e ao que parece, o lateral brasileiro é já praticamente uma carta fora do baralho. Novamente o poder monetário do clube como responsável por mais uma perda de peso.

Entretanto já 6 contratações acertadas: Carlitos (3 anos), Fajardo (3 anos), Luciano Amaral (1 ano+2), Márcio Martins (3 anos), Andrézinho (3 anos) e agora Miljan Mrdakovic por 3 anos também.

Em relação ao último, Miljan Mrdakovic é um avançado Sérvio, que na época passada vestiu a camisola do Tel Aviv em Israel tendo apontado sete golos em vinte e nove jogos. O jogador de 25 anos irá assinar hoje no notário o contrato que o vai ligar ao clube da cidade berço nos próximos 3 anos.

Quanto a outros nomes para reforçar o plantel vitoriano, João Alves e Maciel têm sido os mais falados, mas o rol de especulações não se fica por aqui. Ainda hoje surgiu uma situação insólita de um central Bósnio (ex FC Thun) que tinha tudo acertado com o clube, mas que de um momento para o outro deixou de interessar aos responsáveis vitorianos.

É de facto um ambiente estranho o que se vive nas hostes vitorianas, ainda para mais com tantos reforços de qualidade tão duvidosa... será assim a gestão à Milo?

Anuncia-se a compra de um autocarro no valor de 370.000 €, descartam-se Brasílias e Rissuts por falta de dinheiro, aumentam-se salários a moreno, geromel e pelé, contratam-se brasileiros ao quilo, descartam-se reforços de qualidade, apresentam-se propostas de bilhetes suplementares a 10€ em 3 jogos do campeonato..e por fim ainda se corre o risco de perder uma promessa do futebol júnior vitoriano...

Oxalá tudo isto seja uma exagero da minha parte, caso contrário o ano desportivo que se aproxima vai ser tudo menos Feliz, mesmo que se pense que o TÍTULO é hipótese..

Onde é que já vimos este filme?


PS: a tal petição já deu frutos?


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Publicado por mike shinoda @ 6/19/2007 01:36:00 p.m., ,



Sendo este o primeiro texto que escrevo para o blog Vitória Grande Sempre, não posso deixar de agradecer o convite que me foi feito. Tenho ao longo dos tempos em que comecei a escrever no Terceiro Anel, tentado passar uma imagem de uma cidade, um clube e uma paixão bem diferente que aquela que muita gente de fora de Guimarães tem sobre este clube. Em abono da verdade, conheço muitos amigos convertidos ao encanto desta massa associativa. Eu próprio rendi-me por completo, e para que fique bem claro, nunca deixei de lembrar que este não é o meu primeiro clube. Foi um “amor” que veio com o tempo. E que me tem feito “perder” muitas horas. Tristezas e alegrias contagiantes!

Numa altura como esta, de defeso, de pré...pré-época, pouco ou nada se passa. Quem adora futebol, vive as especulações que se tornam públicas, aquelas que queremos acreditar, os jogadores que gostavamos de ver no clube, os que se compram e vendem, a preparação para que a época corra dentro dos limites. No Vitória, talvez nos últimos anos, nunca uma pré-época terá tanta importância como esta. O clube desceu faz um ano, subiu com enorme dificuldade no ano seguinte, perdeu uma direcção, sente dificuldades económicas e no meio de tanta confusão, só mesmo a massa associativa se manteve igual ao que sempre foi.

O Presidente eleito, era para mim uma figura quase desconhecida. Não foi nele que votei, mas já tive a oportunidade de por 2 vezes falar com ele. Sentido de responsabilidade, humildade, organização e percepção das dificuldades do Vitória, foram algumas características interessantes que notei no seu discurso. Assisti nas instalações do clube a uma situação sobre a ida dos jogadores Targino e Pelé para Toulon. Avisou na altura, que iria enviar um olheiro para os acompanhar. O Vitória foi o único clube português presente com um observador de novos talentos. Poderá estar quase a realizar-se o negócio de Targino para o Ajax. Não interessa, mas pareceu-me relevante esta mentalidade de perceber onde se deve estar.

Mais tarde, numa nova conversa falou-se da equipa e do que pensava sobre ela. Não entrando em grandes pormenores, basicamente tem a mesma ideia que quase todos os Vitorianos. E falou de reforços, não de nomes obviamente, mas de números. Mas mais importante que isso, do objectivo europa. Do Regresso do Rei à Europa. Tal como já o tinha feito diante da comunicação social. O Vitória merece muito mais, e a mentalidade ganhadora tem de aparecer. Não é possível acreditar que numa cidade que “respira” Vitória, um objectivo como o da UEFA seja assim tão inalcançável. Mas não por uma só época, tem de ser um mínimo. E com isso criar, estruturas circulantes que o permitam. Seja nas camadas jovens, na direcção do clube, até na mentalidade dos jogadores que vestem de branco. Quem trabalha e vive o clube, tem de perceber a mentalidade vencedora de um clube que se quer o quarto grande, mas agora em resultados. Nunca este clube teve uma tão boa oportunidade para relançar-se numa nova vida. Que o longo caminho que ainda falta percorrer, seja feito de alegrias e de sentido de responsabilidade!

Pedro Varela


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Publicado por mike shinoda @ 6/15/2007 12:30:00 a.m., ,



Num momento em que o defeso nos dá todos os dias novidades sobre potenciais reforços para o Vitória, há um que faria as delicias de qualquer vitoriano..embora o seu futuro segundo notícias recentes não passa por Guimarães.
Falo pois claro de Marek Saganowsky. O polaco que vestiu de branco na época 2005/2006 foi, apesar de todas as desgraças neste ano, um fenómeno de popularidade em Guimarães.O "nosso" Sagan, foi e é um símbolo do profissionalismo e dedicação que ainda existe no futebol actual. Incansável como poucos, espalhou magia nos relvados quando todos os outros fomentavam guerras internas que acabaram por conduzir o Vitória ao seu pior ano de sempre. Apesar do futebol pobre e do mau ambiente no balneário, o ponta-de-lança parecia imune a tudo isso e jornada a jornada mostrava que enquando jogasse de Rei ao peito, daria o seu melhor em campo. E dava de facto. Quem não se lembra de uns fantásticos 4-0 ao Setúbal nesse ano, com um golo de pé esquerdo, um de pé direito e ainda um de cabeça, carimbados pelo polaco.
Quem não se lembra do golo ao boavista do "meio da rua"...
E então na europa..a obra de arte contra o Wisla na polónia ou o mergulho contra o Bolton são apenas alguns dos momentos de pura magia com que o recordámos. Hoje, e fruto da carência de avançados de qualidade, olhámos para o Sagan de uma perspectiva claramente Sebastianista; o seu regresso seria um catalisador enorme para os sócios e a sua confiança na equipa.
No entanto, este saudosismo não é um factor muito positivo numa época de renascimento para o clube da Cidade-Berço. Há que olhar para a frente e acreditar que estes nossos jogadores vão honrar o emblema que carregam; com um líder forte como Cajuda o é, e uma massa adepta ímpar em Portugal, o limite terá que ser forçosamente o céu, independentemente dos profissionais que sirvam o Rei.
Quando ao Marek, desejámos-lhe toda a sorte do Mundo, e que continue a encantar os adeptos do futebol puro, aquele de à uns anos atrás.

Luis Fernandes


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Publicado por mike shinoda @ 6/11/2007 03:51:00 p.m., ,



Um vitoriano, por norma é exagerado. "Exagera" no festejo, "exagera" na dor, "exagera" na frustração, "exagera" no amor...é este exagero que nos diferencia de todos os outros. É este vício que nos consome mais e mais a cada dia que passa, que nos faz chorar, que nos faz gritar, que nos faz sorrir!
Um jogador que vista o branco é o primeiro alvo desta hipérbole de sentimentos. Muitos, não se adaptam tal é a exigência requerida para servir a equipa do Rei, e acabam por sair, ora odiados, ora simplesmente esquecidos. Não podemos, no entanto, ser encarados como um inimigo, mas sim como um catalisador.Se determinado jogador mostrar que independentemente do seu valor, está cá para lutar, será por certo respeitado e até admirado por todos nós.
Todavia, se a sua atitude for displicente, relaxada e até com um leve trago de arrogância, o seu futuro não será o mais risonho. Assim se explica que um Henrique seja mais valioso que um Benachour.
Qualquer profissional que jogue em Guimarães, antes de tudo, tem que se mentalizar que aqui tem de dar o melhor de si. Tudo que seja inferior a isto não é suficiente, e pode contar com a reprovação da massa associativa.
Há jogadores que não suportam esta relação tão directa entre a aprovação do público e o seu futuro no clube...outros tiram dela o melhor proveito...

Luis Fernandes

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Publicado por mike shinoda @ 6/04/2007 08:09:00 p.m., ,


Foi mesmo um Inferno!

Terminou o pesadelo, mas foi mesmo um inferno a passagem do Vitória pelo segundo escalão do futebol Nacional. Porém, foi um inferno “passageiro” e com final feliz. Poucos seriam os que tinham a real noção do que seria verdadeiramente a queda do Vitória á Liga Vitalis. Foi como se de um momento para o outro nos tirassem o chão, nos tirassem a alegria de viver. O inexplicável aconteceu mesmo. A época que recentemente terminou constitui uma página negra da história do Vitória, talvez até seja o pior momento de sempre dos seus 85 anos. Outrora temido e respeitado, habituado aos grandes palcos Europeus, o Vitória viu-se remetido para um espaço que não era seu. Hoje a hora é de cerrar fileiras e preparar um futuro risonho. Contudo há que fazer o balanço da época que agora finda e tirar as devidas ilações para o futuro. Apesar da grandeza do Vitória em relações a todos os outros clubes da Liga de Honra, não foi nada, mas mesmo nada fácil a tarefa Vitoriana.

Começou a 27 de Agosto de 2006 a aventura Vitoriana num jogo em casa diante do vizinho Vizela. Apesar de um futebol não muito bonito, o Vitória arrumava com a história do encontro em 20 minutos, e mandava para casa com um sorriso nos lábios, um público cheio de fé.. Mas, e há sempre um mas, toda a euforia foi travada com três desaires consecutivos. O Vitória foi derrotado na Póvoa, em casa diante do Penafiel e depois na capital pelo Olivais e Moscavide. Os fantasmas do passado pareciam querer erguer-se e tomar conta dos destinos vitorianos. Seguiu-se uma Vitória em casa com o mais frágil adversário desta Liga Vitalis, o Chaves, e um empate em Barcelos. A equipa parecia começar a querer entrar nos eixos e voltava a vencer em casa frente ao Santa Clara.
Na semana seguinte, tinha então um dificil teste, desta feita contra a potência nacional dos
escalões secundários, o Leixões. Uma Vitória por 2-0 colocava-nos de novo na corrida e respirava-se com mais confiança na Cidade-Berço.Contudo na jornada seguinte o Vitória não foi além de um empate contra o então líder da prova Feirense. Foi desperdiçada a oportunidade de dar o salto para os lugares cimeiros da classificação. Começou a denotar-se alguma incapacidade pela parte de Norton de Matos em conjugar todos os recursos á sua disposição. Seguiu-se a deslocação ao Estoril e o candidato Vitória não foi além do que um empate conseguido nos descontos. Os resultados Vitorianos eram muito inconstantes.


O próximo adversário era o Trofense e no Afonso Henriques o equipa branca não fez mais do que a sua obrigação, vencendo por duas bolas a zero. O Vitória teve depois um teste de fogo diante do Rio Ave. Em vila do Conde os vimaranenses sofreram uma pesada derrota, 5-3 foi o reultado. Apertou-se o cerco a Norton de Matos. O Vitória nesta fase da época situava-se num miserável 12º lugar na classificação e antevia-se novo jogo dificil em Portimão. Contudo o Vitória safou-se e conseguiu os três pontos. Seguiu-se o Gondomar em casa, e numa tarde cinzenta o Vitória quase foi arrumado da luta pela subida. Perdeu por duas bolas a zero e o futuro antevia-se dificil e negro.

A era “Cajuda”...

Acabou aqui a aventura Vitoriana para Norton de Matos. Esta derrota caseira foi a gota de água. Segui-se o “Mister Cajuda”. O berço voltou a encher-se de fé e de esperança. No primeiro treino em Guimarães de Manuel Cajuda os adeptos Vitorianos acorreram aos milhares ao complexo desportivo para dar as boas vindas ao novo técnico e assim demonstrar que jamais caminharia sozinho. Mas as coisas não correram nada bem. Manuel Cajuda começou com duas derrotas; em Olhão, na sua terra natal, por uma bola a zero e depois na curta deslocação a Vizela. A euforia e a nova lufada de ar fresco que havia chegado com Cajuda rapidamente foi por água abaixo. Nesta altura o Vitória quedava-se por um humilhante 11º lugar na Liga de Honra. No jogo seguinte novo desaire com um empate sem golos contra o Varzim. Já poucos acreditavam no milagre, e a permanência na Liga Vitalis era agora mais do que um simples pesadelo..quase uma certeza. No entanto, nem todos partilhavam desta opinião, e quando o berço chorava, semana após semana, um esperançado disse: “Quando o Vitória ganhar a primeira vez, não mais vai parar”.

Da revolução do 25 de Abril ao milagre do 13 de Maio...

Até que... Até que o Vitória deslocou-se ao 25 de Abril em Penafiel para defrontar o clube local. Com uma equipa personalizada, o Vitória entrou no relvado com uma enorme capacidade de sofrimento e venceu por dois zero. Seguiu-se o Olivais e Moscavide no D. Afonso Henriques. E o Vitória passou com distinção ao bater o seu adversário com quatro golos sem resposta. Pouco a pouco o Vitória lá ia subindo uns degrauzitos da sua missão. Nova deslocação, desta feita a Chaves. Antevia-se dificil a tarefa pois o aflitíssimo Chaves necessitava de pontos urgentemente. Em campo onze guerreiros entraram a todo o vapor, puseram-se em vantagem e seguraram a vantagem até ao fim. Ao bom estilo de Cajuda, o Vitória fez do cinismo uma arma. A próxima vítima foi o Gil Vicente. Com uma equipa construida para a divisão maior, vieram a Guimarães ser derrotados por uma bola a zero e mais uma vez com pragmatismo quanto baste.
Seguiu-se o Santa Clara nos Açores e um dificil teste ás pretensões dos pupilos de Cajuda. Num terr
eno complicado sem nunca incomodar a baliza Açoreana o Vitória lá conseguiu fazer um golo e vir para a Cidade-Berço com os três pontos. O Vitória colava-se aos primeiros lugares e tinha a oportunidade de passar para um lugar de subida. Contudo não foi além de um empate sem golos no Afonso Henriques diante do Leixões. Uma estreia na Liga de Honra; pela primeira vez um jogo teve honras de transmissão televisiva á noite. Como já foi referido o Vitória não conseguiu vencer perante a super-defensiva equipa de Matosinhos. Seguiu-se nova deslocação e mais uma vez a um campo de “batatas”, desta feita contra o Feireinse. A equiva vimaranense não foi além do empate e travou a onda de 5 vitórias consecutivas. Oito dias volvidos o Vitória regressou aos triunfos em casa com o Estoril. 3-1 foi o resultado.


Depois ve
io a também dificil deslocação á Trofa. Com muita garra o Vitória conseguiu vencer os Trofenses por uma bola a zero e lá se aproximou mais uma vez dos luagares de subida. Uma semana depois o Afonso Henriques engalou-se para uma jornada decisiva diante do adversário directo Rio Ave. Num grande tarde de futebol o Vitória não só conseguiu os três pontos, mas também conseguiu anular a desvantagem em termos de “score” da primeira volta ao marcar três golos sem resposta. Apenas dois pontos separavam o Vitória do segundo lugar. Seguiu-se o Portimonense no Afonso Henriques. O Vitória venceu e colou-se ao rádio para esperar novidades desde Vila do Conde. Enquanto em Guimarães, os Vitorianos iam goleando por seis bolas a zero, o Olivais e Moscavide ia dando uma mãozinha e venceu o Rio Ave. O impensável aconteceu. O Vitória estava em segundo e dependia apenas e só de si para ascender á primeira divisão. Afinal, alguém tinha avisado que "tinham um comilão atrás"..
Até que novamente pela mão do grande Cajuda dá-
se o milagre do 13 de Maio. Em pleno dia de Nossa Senhora o Vitória desloca-se a Gondomar e vence categoricamente por duas bolas a zero beneficiando também de novo deslize do Rio Ave. Matematicamente estava assegurada a subida. A festa foi de alívio, e que alívio! Na derradeira jornada o Vitória empatou em casa no jogo da consagração com o Olhanense.

E tudo acabou assim. O povo saíu á rua e o Vitória regressou ao lugar, de onde nunca devia de ter saído.



Fica o registo das contas finais do campeonato da Liga Vitalis na
época 2006/2007. O Leixões foi primeiro, conseguindo 60 pontos no total dos 30 jogos realizados. Em segundo lugar ficou o Vitória com 55 pontos. Leixões e Vitória subiram á Liga Bwin, o principal escalão do futebol nacional. Pelo caminho ficou o Rio Ave que durante várias jornadas comandou isolado a prova chegando a estar com uma distância considerável da concorrência, contudo, como disse Cajuda “tremeram” com o papão que vinha atrás. Desceram á segunda divisão B o Chaves e o Olivais e Moscavide. O desportivo de Chaves era já uma morte anunciada uma vez que desde cedo carimbou a descida. Conseguiu apenas 16 pontos. Fica o registo detalhado dos números da prova bem como a performance das equipas quer em casa quer fora.

(Clique para ampliar)



Nilson: Os números falam por si. Se dúvidas há sobre a grande época realizada pelo guarda-redes brasileiro basta afirmar que foi o guardião que menos golos sofreu na Liga Vitalis. Deu uma enorme segurança á defesa Vitoriana, assim como a toda a equipa. É já um símbolo do clube.

Nuno Santos: Uma época para esquecer em termos pessoais. Foi a sombra de uma grande época de Nilson. Nos jogos em que foi chamado a render o brasileiro por lesão, não esteve bem.

Serginho: Apenas jogou alguns minutos neste campeonato, no jogo diante do Olhanense para a consagração. Serginho é ainda muito jovem e não terá as oportunidades que merecia com facilidade pois não há tempo para experiências mas pelo que se aplica nos treinos e pelas qualidades já demonstradas pode adivinhar-se um futuro senhor das balizas Vitorianas.

Dembelé: O francês "contratado" por Norton de Matos foi um, num conjunto de jogadores, que não tiveram estofo para jogar de Afonso Henriques ao peito. Muito pouco à vontade com a bola, nunca se impôs na equipa e acabou por sair no mercado de Inverno.

Vitor Moreno: Era uma das posições que á partida se esperava que não iria dar dores de cabeça. Apesar da catástrofe Vitor Moreno acabou a última época em alta demonstrando uma enorme humildade. Contudo, o lateral direito esta época esteve bastante abaixo do que o que fez a época passada. Teve poucas oportunidades e chegou mesmo a ser preterido por um lateral adaptado, no caso Sereno.

Rissut: Chegou em Janeiro para suprimir Dembelé que se revelou um fiasco. Com Vitor Moreno em baixo de forma foi a alternativa encontrada. Nos primeiros jogos revelou-se um pouco perdido tacticamente, contudo notou-se que o toque de bola estava lá. Acabou a época em grande estilo revelando-se um defesa direito seguro e muito ofensivo.

Sereno: Foi uma das revelações da época. O Alentejano que veio para Guimarães, foi na época passada cedido ao Famalicão. Apareceu nas sobras dos outros centrais e revelou ter categoria para mais do que um simples jogador de sobras. Jogou a defesa esquerdo e a defesa direito e cumpriu. Temos jogador.

Geromel: Jogador fino e de uma classe a toda a prova, foi um "senhor" ao longo de toda a época, se calhar com classe a mais para a Liga Vitalis. Talvez toda esta classe lhe tenha custado a titularidade para os práticos Franco e Danilo. Apesar de passar grande parte da temporada no banco o seu valor é inegável. É um dos mais valiosos no plantel.

Franco: Passou um mau bocado em Guimarães no principio da época e no jogo em Vizela quandoentrou em conflito com os adeptos na altura em que o barco não caminhava para bom porto. Contudo aproveitou a deixa de Geromel e acabou a época em alta batendo recordes na defesa Vitoriana juntamente com Danilo. A sua idade e experiência foram uma grande arma do Vitória quer como líder da defesa, quer no balneáreo.

Danilo: Foi o central mais regular ao longo da época e o pilar principal da defesa Vitoriana. Não faz da técnica uma grande arma, tem mesmo estilo de “tosco” a jogar, mas está quase sempre no sítio certo e é prático quanto baste para limpar a defesa sem grandes problemas. A sua principal arma foi jogar simples.

Hélder Cabral: Continuou a desiludir. Mal amado em Guimarães e pelos Vitorianos, notou-se que geralmente o nervosismo prejudicou a sua performance. Sentiu-se que o lateral esquerdo Vitoriano entrava em campo um pouco preso e com medo de mostrar o seu valor. Em abono da verdade diga-se que também não tinha grande margem de manobra.

Mohma: Teve uma época bastante irregular o Camaronês. Chegou á Cidade Berço com a pré-época já numa fase adiantada e não conseguiu começar a temporada ao mesmo ritmo dos companheiros. Começou a ganhar-lhe o jeito e a acertar com a sua função de lateral esquerdo rubricando boas exibições. Contudo quando estava no seu ponto alto lesionou-se. Com o bom rendimento da equipa, não mais teve oportunidades significativas. Deixou boas indicações, esperemos que esta época as confirme.

Pelé: Teve poucas oportunidades o jovem médio Vitoriano, até porque esta Liga Vitalis foi tudo menos um passeio pelo que não houve grandes espaços para “experiências”. A concorrência também era forte, contudo no tempo que esteve em campo Pelé revelou uma tremenda classe. Deixou água na boca. Esperemos por mais oportunidades.

Moreno: Foi o “bombeiro” de serviço esta época. Com o espírito Vitoriano foi um grande pulmão quando chamado a intervir quer no meio campo, quer no eixo da defesa. A sua época não pode deixar de ser relembrada pela negativa devido ás expulões de que foi alvo. Muitas das vezes devido á sua enorme entrega, outras também por um pouco de perseguição.

Flávio Meireles: O capitão. A voz de comando do grupo Vitoriano tanto dentro como fora do campo. Foi um dos jogadores mais regulares ao longo de toda a época tendo funcionado como um pêndulo no centro do terreno. Juntamente com Otacilio formaram o núcleo duro do meio campo do Vitória.

Otacilio: Apesar da idade avançada revelou uma frescura mental impressionate. Em certas fases da época foi notório que as suas pernas começaram a fraquejar, contudo Otacilio fez prevalecer a sua experiência fazendo da sua presença em campo um grande trunfo.

Paulo Adriano: Teve uma passagem não muito bem sucedida pelo Vitória. Chegou á Cidade Berço muito debilitado fisicamente. Foi fatigado por diversas lesões ao nível muscular que não lhe permitiram contribuir de uma forma muito regular. Ajudou a fortalecer o grupo.

Brasília: Foi um dos jogadores mais influentes na equipa Vitoriana ao longo da época. Foi o "batedor" das bolas paradas, causando embaraços ás defesas contrárias. Pelo lado esquerdo do ataque foi sempre um ponto de referência na manobra atacante da equipa. O segundo melhor marcador do plantel marcou e deu a marcar, revelando-se um extremo extremamente valioso, como há muito não se via por estas bandas. Vai deixar saudades.

Henrique: O ponta de lança português, que se havia desvinculado do SCBraga e que na época anterior tinha jogado pelo Leixões, fez da força de vontade e da garra as suas grandes armas. Pouco evoluido tecnicamente, compensava as suas limitações com um suor inquestionável. Foi importante na luta pela promoção.

Bacari: O avançado que jogava na época anterior no Famalicão não trouxe nada de relevo ao sector atacante. Com um estilo desajeitado, pouca técnica e uma cultura táctica que deixou muito a desejar, não foi dos mais aplaudidos durante a época, no entanto apesar das suas evidente limitações, mostrou-se sempre esforçado por dar o melhor.

Targino: Houve quem pensasse que este seria o ano de Targino. O avançado vitoriano, tem pautado a sua carreira em Guimarães com exibições muito irregulares, mas quem o acompanha, sabe que pode fazer melhor. O que é certo é que não foi a primeira escolha e apenas no final do campeonato começou a jogar com mais regularidade. Esperava-se bastante mais.

Nemouthé: O extremo francês foi outra contratação falhada, e deixou de vestir o Rei no na pausa de Inverno do campeonato. Apesar de umas primeiras boas impressões nas jornadas iniciais, viu-se relegado para o banco e nunca mais recuperou o seu lugar na ala direita. Jogou o que restava do campeonato com a camisola do Moreirense.

Fábio: O ponta de lança sempre reuniu as opiniões na maioria da massa associativa. Opiniões negativas claro está. Norton de Matos insistiu no jogador e confiou nele até a um ponto em que era insustentável a sua utilização. Lento demais, com pouco apetite de golo, parecia querer fugir da bola quando estava no relvado. Um "matador" segundo o técnico Norton.

Tchomogo: O avançado do Benim rumou a Guimarães no mercado de Inverno e desde logo mostrou ser um jogador rápido e bastante empenhado para o sucesso colectivo da equipa. No entanto, na parte final do campeonato desceu de forma e começou a passar despercebido na ala direita, tendo-se depois lesionado e terminado a época mais cedo.

Rabiola: O puto, assim o chamam, foi uma aposta com o carimbo de Manuel Cajuda. Dos treinos regulares com equipa sénior à sua estreia frente ao Estoril, foi um ápice. Nos últimos jogosl foi mesmo titular e deixou bons pormenores; é um valor a ter em conta.



A figura: Ghilas. Confirmou credenciais. Na pré-época o Gaulês de descendência Argelina foi dado como de valor acrescentado. Foi o único que assinou um contrato de duas épocas. Kamel Ghilas confirmou as expectativas que trazia e correspondeu á confiança que nele depositaram. Desempenhou vários papeis. No meio campo ou descaído para um dos flancos, no ataque saíu-se sempre bem demonstrando uma regularidade impressionante. Sempre muito irrequieto correu quilómetros. Para elém disso demonstrou faro apurado para o golo. Apesar de ser um médio foi o artilheiro do Vitória conseguindo concretizar 12 vezes. O seu nome figura no terceiro lugar da lista dos melhor marcadores desta edição da Liga Vitalis.


A Revelação: Desmarets. Foi um dos franceses "pescados" do anonimato para o Vitória pelo técnico Luis Norton de Matos. Completamente desconhecido em Guimarães, vinha para o Vitória com pouca informação acerca de si. Teve uma pequena lesão na pré-época o que não o permitiu começar a temporada a jogar e a 100%. Contudo, após a sua lesão rapidamente começou a impôr-se e a ocupar o seu espaço. Aos poucos começou a perfilar-se como um dos pilares do Vitória 2006/2007 demonstrando uma força e dedicação impressionante, que aliados á sua técnica fazem dele um “todo terreno” de elevada qualidade. Acabou a época em alta, pronto para as curvas. Veremos como se comporta para o ano no miolo Vitoriano ou numa ala com a concorrência mais apertada e com melhores opositores.


A Desilusão: Anderson Costa. O avançado brasileiro veio no mercado de Inverno para Guimarães. Fábio que deixou o Vitória cedo alegando problemas familiares e Henrique levaram o Vitória a ter de correr atrás de um novo ponta de lança. O cartão de visitas de Anderson Costa era prometedor. Os vídeos que circulavam na “net” deixaram água na boca, assim como o seu curriculo de golos quer nos clubes por onde passou quer nas camadas jovens da selecção brasileira. Contudo o brasileiro não se adaptou á Cidade-Berço e não conseguiu marcar qualquer golo ao serviço do Vitória. Diga-se em abono da verdade que não teve muitas oportunidades, mas também não fez por isso, muito lento, preso de movimentos. Passagem sem glória pelo Vitória.




Como já era de esperar mais uma vez o 12º jogador assumiu capital importância na carreira da equipa. Quando muitos simpatizantes de outros emblemas questionavam a força destes adeptos, perceberam (se é que ainda não tinham percebido) que este clube é definitivamente diferente. Não raras vezes adeptos Braguistas e Boavisteiros sonharam publicamente com a derrocada dos adeptos do Vitória, mas tal como se previa isso não veio a acontecer. Ao contrário de “outros” somos adeptos do Vitória e não das vitórias.

Começando por analisar a prestação dos adeptos no Afonso Henriques há a referir numa primeira instância que foram vendidos mais de 14 mil lugares anuais, ou seja, menos algumas centenas do que na época anterior. Nenhum jogo disputado esta época no Estádio D. Afonso Henriques teve uma assistência inferior às dez mil pessoas, o que no contexto nacional já é de ressalvar, então se falarmos de uma Liga de Honra... Sem espanto os números do Vitória nesta Liga de Honra tornam-se ridículos quando comparados com os outros clubes. A este nível da Liga de Honra refira-se ainda que o Leixões teve uma média de assistências ainda inferior á do Rio Ave, apesar de ter tido uma "assistência de 14 mil pessoas" no seu estádio de 8 mil.

Aqui ficam os números das assistências do Vitória, na segunda volta do campeonato, comparativamente com alguns clubes da Primeira Liga:

1º Benfica, 345.687 (43.210 por jogo)

2º F.C. Porto, 319.178 (39.897)

3º Sporting, 246.925 (30.825)

4º Vitória, 164.820 (20.602)

Para escândalo de poucos, o Vitória apesar de ter vivido o pior momento da sua história, continuou a mostrar ao país o porquê da frase "Somos Únicos". Na segunda volta do campeonato, o Vitória construiu um número que não deixa margem para clubites. 20602 foi a média verificada no D. Afonso Henriques, batendo por muito o emblema mais próximo, neste caso o Braga.


Deslocações:

Também nas deslocações os adeptos do Vitória fizeram corar muito boa gente do nosso futebol. Então se tivermos em conta os adversários que não davam grande motivação, os horários dos jogos por vezes disputados ás onze da manha, e ainda as condições dos campos por onde o Vitória passou torna-se irrisório comparar com os clubes da Liga Bwin; contudo o Vitória apesar das condicionantes continuou a mover massas por este país fora.

Logo na primeira deslocação os Vitorianos deixaram bem vincado que jamais deixariam o clube ao abandono. Arrepiante a Marcha Branca que os Vitorianos fizeram na Póvoa de Varzim. Mais de 4 mil pessoas rumaram ao estádio em cortejo pela marginal. As imagens falam por si.


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Igualmente em Barcelos foram muitos os Vitorianos que se deslocaram ao campo do Gil Vicente. Foram cerca de três mil os "torcedores" do Berço.

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Vila do Conde também pode ser assinalada no mapa das deslocações Vitorianas. Apesar do dilúvio que se fazia sentir na cidade à beira-mar, também um número considerável e adeptos da cidade berço fizeram questão de marcar presença. Foi cerca de um milhar que se prestou a uma "molha" daquelas.

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Seguiram-se as deslocações ao Algarve; no espaço de 15 dias os Vitorianos deslocaram-se a Portimão e a Olhão. Apesar de em número mais reduzido os Vitorianos estavam lá. Fica a mágoa destas duas deslocações terem surgido em pontos críticos da época pelo que se tivessem acontecido noutras alturas poderiam resultar em duas deslocações para mais tarde recordar.

Aqui na vizinha cidade de Vizela os Vitorianos lotaram por completo os lugares que lhe haviam sido disponibilizados, e ainda mais que houvessem. Para este jogo o Vizela inaugurou inclusive uma bancada com capacidade para duas mil pessoas. Ao todo foram quatro mil os Vitorianos que se deslocaram a Vizela tendo sido distribuídos por três sectores.
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Em Penafiel os adeptos Vitorianos também rumaram em bom número apesar do Vitória estar no pior momento da época. Foram cerca de 1500 os adeptos do Vitória que se deslocaram ao estádio 25 de Abril.

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Seguiu-se a deslocação a Chaves. Mais uma invasão. Foram cerca de 5 mil a marcarem presença no recinto Flaviense. O jogo disputou-se ás quatro da tarde, mas logo de manhã cedo os Vitorianos fizeram-se sentir. Não havia rua, café, restaurante ou qualquer outro estabelecimento público que não tivesse sido “tomado” pelos Vitorianos. Valeu a pena a chuva que caiu sobre os Vitorianos. No final puderam fazer a festa da vitória.

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Também no campo do Santa Clara o Vitória esteve representado. Na única deslocação ás ilhas desta época, perto de duas centenas de adeptos deslocaram-se desde a Cidade Berço ao arquipélago dos Açores.

A próxima paragem foi Santa Maria da Feira. Talvez a deslocação mais complicada da época devido à história dos bilhetes. Recorde-se que o Feirense assinou um protocolo com o Vitória em que quer em Guimarães quer no terreno do Feirense, os bilhetes não excederiam os 10€. Contudo os dirigentes do Feirense não respeitaram esse acordo e estipularam o preço dos bilhetes ao preço mais caro permitido pela Liga: 20€ e 25€. Apesar disso os Vitorianos rumaram em bom número a Santa Maria da Feira.

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Nas duas últimas deslocações da época o Vitória deslocou-se à Trofa e a Gondomar. Como era de esperar os bilhetes não chegaram para as encomendas. O jogo da Trofa ficou marcado por mais uma novela à Portuguesa. O clube Trofense solicitou à Liga a realização deste jogo na Póvoa, por forma a albergar o maior número de adeptos possível. Mas a Liga tomou uma iniciativa inédita e foi questionar os rivais do Vitória se estavam de acordo com esta mudança. Claro está foi recusada esta alteração e o jogo disputou-se mesmo na Trofa. Cerca de 2 mil Vitorianos marcaram presença. "Poucos", mas os possíveis.

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A última deslocação, a Gondomar, ficou marcada pela subida Vitoriana. Ao terreno do Gondomar deslocaram-se milhares de adeptos Vitorianos. Contudo apenas cerca de 3 mil tiveram a possibilidade de assistir ao jogo dentro do estádio. Para este jogo o Gondomar instalou no seu terreno de jogo uma bancada amovível. Também os montes ao lado do estádio serviram de “bancada” para os Vitorianos assistirem à bola.

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Imagens valem mais do que mil palavras, diz o ditado e é bem verdade. Por isso decidimos reunir todos os golos do Vitória nesta época. "Todos" como forma de expressão. Os possíveis. Foi outro do aspecto em que se notou que o Vitória estava no segundo escalão. Não foram raras as vezes em que nenhumas imagens televisivas do jogo foram reveladas. Em muitos jogos as televisões mostraram total desinteresse pelo que se passou nos jogos no D. Afonso Henriques e não só. Com o evoluir da equipa e com a escalada na tabela classificativa as coisas mudaram e os jogos da recta final do campeonato tiveram cobertura televisiva. Para esta nova época que se avizinha já não vamos estar a depender de terceiros para visualisar os resumos dos jogos do Vitória graças á GuimarãesTV. Aqui ficam então os resumos dos jogos a que tivemos acesso. Caso tenham algum que não se encontra aqui publicado basta fazerem-no chegar até nós que trataremos de o pôr online. Para acederem aos vídeos basta clicarem em cima do jogo pretendido.

Resumos:

Jornada 8: Leixões 0-2 Vitória

Jornada 20: Chaves 0-1 Vitória

Jornada 21: Vitória 1-0 Gil Vicente

Jornada 25: Vitória 3-1 Estoril

Jornada 26: Trofense 0-1 Vitória

Jornada 27: Vitória 3-0 Rio Ave

Jornada 28: Vitória 6-0 Portimonense

Jornada 29: Gondomar 0-2 Vitória

Jornada 30: Vitória 1-1 Olhanense






Foi de facto um ano impróprio para cardíacos, com as emoções jornada a jornada à flor da pele. No entanto há quem diga que são estes momentos que mostram se de facto existe força e garra num clube e nos seus adeptos. Descemos, começámos o campeonato com a atitude errada, mudámos de estratégia, foi contratado um homem que sabe o que quer e que sabe como o conseguir, e hoje felizmente podemos sorrir pois o Rei regressou a casa.
A história recente do Vitória tem sido marcada por épocas muito irregulares, sem uma equipa base, tanto a nível de jogadores como de equipa técnica. É pois tempo de assentar e delinear um projecto, não para um ou dois anos, mas para uma década por exemplo, e aí sim, poderemos colher os frutos de uma estratégia antecipadamente planeada e cirurgicamente executada. Esta etapa pode começar já este ano, não com precipitações, mas sim com cuidado e coerência, afinal a Liga Vitalis terá que ter algo de positivo.. Recordar o pesadelo para não voltarmos a adormecer! É tempo agora de organizar as fileiras, definir os guerreiros e dar margem de manobra ao sargento para que este possa fazer novos milagres!
Os adeptos? Esses vibram com as vitórias..mas não desarmam nas derrotas!


FORÇA VITÓRIA!

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Publicado por Bruno José Ferreira @ 5/31/2007 08:44:00 p.m., ,

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